<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-9508360</id><updated>2011-04-21T14:38:17.658-07:00</updated><title type='text'>Supersubfaturado</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://supersubfaturado.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supersubfaturado.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Marcos Sergio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/__6HwWTkOnao/R4nd_Q8XU5I/AAAAAAAAAAs/EBZIV6fpiAc/S220/DSC00947.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>53</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9508360.post-115497132504353601</id><published>2006-08-07T10:21:00.000-07:00</published><updated>2006-08-07T10:22:05.053-07:00</updated><title type='text'>É o fim</title><content type='html'>Bom, cansei deste blog. Quem quiser que procure o outro: meiosdias.blogspot.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9508360-115497132504353601?l=supersubfaturado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/115497132504353601'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/115497132504353601'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supersubfaturado.blogspot.com/2006/08/o-fim.html' title='É o fim'/><author><name>Marcos Sergio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/__6HwWTkOnao/R4nd_Q8XU5I/AAAAAAAAAAs/EBZIV6fpiAc/S220/DSC00947.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9508360.post-115008336317099300</id><published>2006-06-11T20:22:00.000-07:00</published><updated>2006-06-11T20:36:03.190-07:00</updated><title type='text'>Dry your eyes</title><content type='html'>É raro ter a noção de qual é a hora de recomeçar. Eu aqui, solitário num apartamento de um quarto, metido num reduto gay sem ser um deles, louco por uma vida que não é a minha, penso, penso, e nada me acomete sobre o que ou não fazer. Tudo parece carecer de moldura, parece a vida solta por aí como um bexiga de gás, daquelas de soltar os dedos e voar sem limites no céu.&lt;br /&gt;Poderia descer para um cachorro-quente ou carregar uma mulher de vida fácil para o quarto, a me dizer que é difícil, sim, não ter ninguém colado dia e noite, nos ouvidos ou nos abraços, que essa solidão que me agita e agonia é parte de quem não tem por quem roubar o travesseiro.&lt;br /&gt;Por essa, eu poderia atravessar oceanos ou avenidas radiais, ramais de metrô, caminhar quadras com flores em buquê só para dizer um 'eu te adoro' que na verdade significa 'eu te amo' nas palavras daquele que não tem perdão por não saber declarar exatamente o que sente. Rasgar o mundo em busca dessa parte perdida em forma de coração, dessa parte que não existe aqui.&lt;br /&gt;Mas a vida não se faz de declarações, de caminhadas perdidas. Não quero as decisões contra mim que tomo a cada dia, que deixo tomar mais conta da minha vida do que eu na verdade queria.&lt;br /&gt;Eu torço o lenço que derramo lágrimas e não consigo agir nem pensar algo mais profundo do que tomar comprimidos e cair num sono que não terá fim. Vou dividir esse vazio com coisas que não irei recuperar. Gente que não posso culpar. Esta vida aqui é minha, eu tomo conta e parte dela. Poderia ressurgir do nada e de repente ter a noção de que ela vale alguma coisa, sim. Mas vale?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9508360-115008336317099300?l=supersubfaturado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/115008336317099300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/115008336317099300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supersubfaturado.blogspot.com/2006/06/dry-your-eyes.html' title='Dry your eyes'/><author><name>Marcos Sergio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/__6HwWTkOnao/R4nd_Q8XU5I/AAAAAAAAAAs/EBZIV6fpiAc/S220/DSC00947.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9508360.post-114990192254186395</id><published>2006-06-09T18:09:00.000-07:00</published><updated>2006-06-09T18:12:02.553-07:00</updated><title type='text'>Só</title><content type='html'>Talvez não seja segredo para quem acompanha estas linhas _ou deixou de acompanhá-las, já que não apareço nem dou satisfações há uns dois meses_, mas, de uma semana para cá, minha vida é mais só do que costuma ser. Eu durmo mais, canso menos, atravesso a cidade uma vez ou outra, encosto a cabeça em um travesseiro e leio, quase rezo.&lt;br /&gt;A solidão pura, seca só experimentei em viagens, quando um quarto era meu e aquele era o meu pedaço de mundo onde ninguém nada poderia me perguntar. Lá, eu poderia ajustar minhas inseguranças e talvez dizer para deus (em caixa baixa mesmo) que estava tudo bem, estava contente em agradar apenas a mim, em ser um egoísta que não está em busca da felicidade _dane-se a felicidade ou qualquer coisa que se aproxime dela.&lt;br /&gt;Mas agora este é todo o meu tempo. Posso, sim, estar preocupado com outras coisas porque decidi não dividir mais meu tempo e preocupações com outros. Sim, eu fiz minhas trouxas e levei para um lugar indefinido, onde sou só segredos e que ninguém me pergunte quais são eles. Eu indefini minha vida num quarto de apartamento, dormindo mais do que eu passo, passando pelo supermercado menos vezes do que preciso, faltando à terapia, arrancando ninguém do sono e sem importância para que alguém me arranque da cama ao meio dia, de 12 horas arrastadas sob um edredon, gastas com o nada. Eu estou perdendo metade do que teria para viver, assim, não vivendo, morrendo sem sonhos numa cama.&lt;br /&gt;Eu não queria deixar minha vida assim sendo gasta à toa. Ora, às favas com a Copa simulada no videogame, na música que só eu vou ouvir quando sair do aparelho de som. Só queria alguém que entendesse o que eu sinto quando escuto "August &amp;amp; September", algo tão indefinível como é impreciso definir aqui o que é esta solidão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9508360-114990192254186395?l=supersubfaturado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/114990192254186395'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/114990192254186395'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supersubfaturado.blogspot.com/2006/06/s.html' title='Só'/><author><name>Marcos Sergio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/__6HwWTkOnao/R4nd_Q8XU5I/AAAAAAAAAAs/EBZIV6fpiAc/S220/DSC00947.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9508360.post-114290547210076000</id><published>2006-03-20T17:30:00.000-08:00</published><updated>2006-03-20T17:44:32.120-08:00</updated><title type='text'>Time de uma banda só</title><content type='html'>Ainda não entendi. O show de quarta passada, no estacionamento do Credicard Hall, foi daqueles que você rezou para estar. E lá esteve, por 90 minutos, debaixo de uma chuva divina _e como foram divinos aqueles minutos! Mas a reação _prensa passada, texto publicado, comentários pulando os ouvidos_ foi a de que eles estavam lá mas aqueles 14 mil não estavam nem aí.&lt;br /&gt;Tá, vamos combinar? O Oasis, banda sobre a qual este texto fala, sempre foi mais odiado que amado, assim, tipo o Corinthians. Mas quem gosta ama de verdade. Hinos de "Morning Glory" saiam da garganta de qualquer um; "Songbird", do recente Heathen Chemistry", saía da de uns; enquanto os outros esperavam por "Wonderwall". Sabe que entre esses outros, esses 70% vá lá, tem gente que escreve em jornal, que texto sai na internet, que a opinião voa como o que está escrito na Bíblia. E pouco se fala que eles são competentes, que a banda é ótima, que Liam segue impecável, que Noel segue econômico, jogando para o público, mais banda que o resto da banda.&lt;br /&gt;Faltou dizer que o disco todo, "Don't Belive the Truth", funciona tão bem para um estádio como "Morning Glory". Que Gem e Andy Bell estão mais à vontade do que jamais estiveram. E faltou dizer, sobretudo, que São Paulo não é Londres, como a maioria queria que fosse; e se São Paulo não é Londres, não cola esse "relato" da frieza de público e banda. Porque ao Oasis, meu caro, cabe a comparação lá de cima: é como o Corinthians. Ele não joga para a torcida, a torcida joga para ele _e a torcida do Oasis está em Londres, e a do Timão, aqui. Isso, só quem é corintiano ou fã do Oasis pode entender.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9508360-114290547210076000?l=supersubfaturado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/114290547210076000'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/114290547210076000'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supersubfaturado.blogspot.com/2006/03/time-de-uma-banda-s.html' title='Time de uma banda só'/><author><name>Marcos Sergio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/__6HwWTkOnao/R4nd_Q8XU5I/AAAAAAAAAAs/EBZIV6fpiAc/S220/DSC00947.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9508360.post-114256300084265576</id><published>2006-03-16T18:19:00.007-08:00</published><updated>2006-03-17T11:01:35.403-08:00</updated><title type='text'>Damaged Goods</title><content type='html'>Músicas são abertas a todas as interpretações possíveis _alguém um dia já escreveu isso. Pois posto aqui a minha sobre "Damaged Goods", a melhor e mais definível razão de o Gang of Four ter existido algum dia. Chuto a indecisão como o motivo de Andy Gill ter escrito uma canção que pouco fala além dos "beijos doces, suores amargos". Mas ela muito fala, meu bem, tudo fala.&lt;br /&gt;Porque entre o beijo doce e o suor amargo, cabe a indecisão do que ele realmente sente sobre quem ele está falando. As opiniões que ele muda a todo tempo, o tempo todo, soando às vezes amor, às vezes tesão. Ele não sabe _e que bom que existam obras sobre o não-saber.&lt;br /&gt;Ele vê frieza nos casais do dia e nos da noite. Será que era o sol que os aquecia e os fazia brilhar ao meio-dia, e a noite os escondia sob uma mesa de restaurante, prato esfriando na mesa?&lt;br /&gt;Quem sabe o que é o amor? É um vazio travestido de mordida no estômago? Ou é algo que se levanta ao menor toque, ao abraço apertado num horário "x" da noite? Ao sentimento não cabe regras e ele pode estar no beijo ou no suor que se levanta do corpo, braço dado, corpo estendido, abraço apertado e milhões de outros lugares-comuns para citar o afeto entre iguais ou opostos.&lt;br /&gt;E Andy Gill sabe e ensina que é melhor não defini-lo. Eu caso com essa opção, ao não pensar em se um dia poderia fazê-lo tomar forma e transformar o amor em só um brinquedo com manual.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9508360-114256300084265576?l=supersubfaturado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/114256300084265576'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/114256300084265576'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supersubfaturado.blogspot.com/2006/03/damaged-goods_114256300084265576.html' title='Damaged Goods'/><author><name>Marcos Sergio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/__6HwWTkOnao/R4nd_Q8XU5I/AAAAAAAAAAs/EBZIV6fpiAc/S220/DSC00947.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9508360.post-113945397559250738</id><published>2006-02-08T18:05:00.000-08:00</published><updated>2006-02-08T18:59:35.606-08:00</updated><title type='text'>Conversa de bar</title><content type='html'>Tony Parsons e Lester Bangs, dois jornalistas musicais que cobriram o rock nos anos 70, estão nas livrarias brasileiras com edições que reúnem suas crônicas e entrevistas. Em comum, a paixão pelo rock e o interesse em querer ser tão forte quanto os artistas que cobriram.&lt;br /&gt;Parsons sofria de um problema grave. Quis imprimir no texto o orgulho de ser quem ele foi, e que o fã de rock, na fome de consumir algo próximo de seus ídolos, quisesse ser. Autor de dois livros publicados no Brasil, "Pai e Filho" e "Marido e Mulher", o autor/jornalista é daqueles que a editora (a Sextante), embalada pelo sucesso de Nick Hornby, tenta vender como quem ele não é nem tenta ser. Na ficção, imprime um texto sem graça _nada a ver com Mark Barrowcliffe, o engraçadíssimo autor de "A Namorada nº 44 de Harry Chess" e de "A Infidelidade de Stewart Dagman".  Ao reunir suas crônicas em livro, ele nada mais é do que um Diogo Mainardi de primeiro mundo, desfiando preconceito nas linhas tortas dos jornalões britânicos.&lt;br /&gt;As (boas) entrevistas salvam Parsons. A melhor de todas _e que valeria o livro, se pudesse comprá-lo por capítulos_ é a com Bruce Springsteen. Nesse trabalho, o momento do "chefe" é contextualizado como uma aula de jornalismo dada por ingleses. Lá, em um texto pontuado por citações em êxtase de músicas, convive a tensão pré "Born To Run", a briga com o empresário e a redenção em um show _o autor larga o bloco para acompanhar a estupenda "E Street Band".&lt;br /&gt;É nesse ponto que a trajetória de Parsons sente uma ligeira aproximação com a de Bangs. Não há comparação entre o competente repórter do NME e uma lenda do jornalismo norte-americano. Bangs vai além da competência, ao analisar fenômenos e não só consolar-se com suas impressões em resenhas. Quando entrevista Lou Reed, ele faz com que você compartilhe suas sensações ao entrevistar alguém mutuamente admirado, por leitor e repórter. Lester e fãs confundem-se, e ele zomba de Reed, como um fã faria, de uma maneira a não querer alimentá-lo, músico e ego.&lt;br /&gt;Ler Bangs é como sentar em um bar com um amigo e pedir que conte tudo o que sabe. O espaço entre um capítulo e outro é o mesmo da cerveja que você pede e paga para que o tempo demore a passar e a conversa continue _e Parsons você torce para ir embora antes que ele fique chato.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9508360-113945397559250738?l=supersubfaturado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/113945397559250738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/113945397559250738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supersubfaturado.blogspot.com/2006/02/conversa-de-bar.html' title='Conversa de bar'/><author><name>Marcos Sergio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/__6HwWTkOnao/R4nd_Q8XU5I/AAAAAAAAAAs/EBZIV6fpiAc/S220/DSC00947.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9508360.post-113587452158615399</id><published>2005-12-29T08:22:00.000-08:00</published><updated>2005-12-29T08:42:01.606-08:00</updated><title type='text'>O contador de histórias</title><content type='html'>"Falar de música é como falar de sexo: melhor praticá-los." Quem diz isso é Bruce Springsteen, o homem que, pela música, fala de sexo. E, nos 110 minutos do DVD da série "Storyteller", Bruce fala de música mesmo sabendo que aquilo é uma idiotice.&lt;br /&gt;A cada intervenção, reconhece que não era o que pensava ao escrever a canção; era o que sentia. Mas, àquele instante, pouco importava. Falar e sentir eram a mesma coisa. E melhor, àquele instante, era reconhecer que o fraseado de guitarra, o piano e a gaita eram parte das letras.&lt;br /&gt;E assim passam-se grandes momentos, quando assume que músicas como "Nebraska" e "Jesus Was a Only Son" não são bem sobre o que sentia, enquanto "Blinded by the Light" e "Thunder Road" eram, sim. Bruce comporta-se como o grande amigo que você jamais conheceu: parece saber tudo, ter assunto para tudo, rir de todas as suas bobagens (como em uma passagem de "Thunder Road", que ele reconhece uma das estrofes como "das mais idiotas que escreveu").&lt;br /&gt;Ele responde às perguntas e foge dos lugares comuns, como quando é perguntado por uma nipo-americana sobre como é ser supernotada e, ao mesmo tempo, ser invisível aos olhos dos EUA _"eu cresci numa rua de negros e brancos e nela a integração acontecia a todo tempo".&lt;br /&gt;Se todos os conhecem, sabendo de todas suas músicas? "Não, claro que não." Sim, porque ele vai além do contador de histórias. Bruce é o cara, é o chefe, ou como você quiser chamar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9508360-113587452158615399?l=supersubfaturado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/113587452158615399'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/113587452158615399'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supersubfaturado.blogspot.com/2005/12/o-contador-de-histrias.html' title='O contador de histórias'/><author><name>Marcos Sergio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/__6HwWTkOnao/R4nd_Q8XU5I/AAAAAAAAAAs/EBZIV6fpiAc/S220/DSC00947.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9508360.post-113310668975303217</id><published>2005-11-27T07:44:00.000-08:00</published><updated>2005-11-27T07:51:29.766-08:00</updated><title type='text'>Pílula de tempo</title><content type='html'>Ah, o tempo. Cansei de passar maios, agostos, setembros sem uma história ou uma boa história acontecendo do meu lado. De ver o tempo surgir e desaparecer, de ter alguma ilusão e a chance de acreditar de que algo acontece do meu lado. Ah, o tempo. De repente, basta um sábado.&lt;br /&gt;E a TV ligada enquanto o sono vem. E, ao despertar, lá está o tempo rodando aos 57 minutos do segundo tempo. Parece engano, era um jogo de pouca ou nenhuma emoção, exceto pelo pênalti perdido na etapa inicial. Mas, ao abrir meus olhos, descubro que 4 já estão fora, outro penal está para ser cobrado e aquilo vai definir a vida de milhões que acreditam. Porque futebol é isso sim.&lt;br /&gt;O futebol tinha sido a vida de um bom, do melhor, do George Best, aquele homem que empresta a imagem que colo no meu perfil de um site de relacionamentos. Aquele que, depois de viver um tanto intensamente, deu de dar adeus na sexta. O mundo vai ficar com suas frases e imagens.&lt;br /&gt;E o Iggy... mas esse merece um texto à parte. Assim como o Corinthians de daqui a duas horas.&lt;br /&gt;Quando o tempo esquece de tocar a vida em um piloto automático, cada segundo parece uma história. E este final de semana está cheio delas. É só não fechar os olhos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9508360-113310668975303217?l=supersubfaturado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/113310668975303217'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/113310668975303217'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supersubfaturado.blogspot.com/2005/11/plula-de-tempo.html' title='Pílula de tempo'/><author><name>Marcos Sergio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/__6HwWTkOnao/R4nd_Q8XU5I/AAAAAAAAAAs/EBZIV6fpiAc/S220/DSC00947.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9508360.post-113061024009789454</id><published>2005-10-29T11:22:00.000-07:00</published><updated>2005-10-29T11:24:00.146-07:00</updated><title type='text'>Vamos falar de revolução</title><content type='html'>De repente me sinto como o Mike Edwards quando viu que o mundo mudava, após assistir uma mulher falar sobre revolução na TV na virada da década de 90. É a mesma sensação, mas não bastou um teledebate dizer sim ou não; bastou um homem ser julgado como caricato após defender o que hoje é indefensável.&lt;br /&gt;A caricatura é a melhor das respostas para o velho, o retrógrado. Dessa maneira, é ótimo estar nos anos 00 e cantar o que Mike cantava há 15 anos _que não havia lugar melhor para estar. A repulsa que esse homem provocou ao dizer que mulheres têm lugar na cozinha e homens, no comando, é o sinal dos tempos.&lt;br /&gt;E isso em um curso de inglês, onde a maioria, ao meio-dia, é de donas-de-casa que, sem nada para fazer, freqüentam as aulas para aprender uma língua e falar nas viagens de fim de ano.&lt;br /&gt;Condená-lo (ou caricaturizá-lo) é o primeiro passo para resolver as distorções que a história dos costumes no mundo ainda nos impõem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9508360-113061024009789454?l=supersubfaturado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/113061024009789454'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/113061024009789454'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supersubfaturado.blogspot.com/2005/10/vamos-falar-de-revoluo.html' title='Vamos falar de revolução'/><author><name>Marcos Sergio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/__6HwWTkOnao/R4nd_Q8XU5I/AAAAAAAAAAs/EBZIV6fpiAc/S220/DSC00947.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9508360.post-112999880075319260</id><published>2005-10-22T09:16:00.000-07:00</published><updated>2005-10-22T09:33:20.763-07:00</updated><title type='text'>B depois de M</title><content type='html'>Onde é que as moças escondem seus bichinhos? Se é que estão por toda parte, em seus quartos cheios de ácaro, por que só algumas deixam que eles sejam notados?&lt;br /&gt;Essa estratégia, a de esconder a ternura sob a escuridão dos baixos da cama, mais confunde que ensina algo. São as que adotam esquemas recuados, por medo de perder não o amor mas o jogo.&lt;br /&gt;Depois de enfrentar uma durona, mais preocupada em adaptar os outros a seus gostos, encaro alguém doce, pronta para abraçar seus bichos quando eu não estiver lá. E seus parceiros _tigres, leões, o ratinho da porta, o coelhinho rosa que ocupava meu lugar antes de eu estar lá_ sempre estão lá, espalhados na cama e no chão, em cima do guarda-roupa, sob a pia, do lado do chuveiro.&lt;br /&gt;Bichos dizem mais sobre as mulheres do que uma frase bem costurada e pensada sobre cinema. Como talvez o amor pelo futebol explique mais o que é o homem do que um comentário "cool" das viagens que nunca fez ou só curtiu pela metade. Bichos e bolas, nesse caso, são a essência.&lt;br /&gt;E olhar seus bichos de pelúcia me faz já pensar na saudade que terei de beijar seu rosto e olhar o branco dos olhos, enquanto o verde flutuar para cima e para baixo enquanto ela falar. Gostar, gostar, mesmo, significa ter saudade antes de dizer "tchau".  E lembrar daqueles bichos dá mais vontade de querer encontrá-la e beijá-la. Eles são quase uma prova de que a ternura existe.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9508360-112999880075319260?l=supersubfaturado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/112999880075319260'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/112999880075319260'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supersubfaturado.blogspot.com/2005/10/b-depois-de-m.html' title='B depois de M'/><author><name>Marcos Sergio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/__6HwWTkOnao/R4nd_Q8XU5I/AAAAAAAAAAs/EBZIV6fpiAc/S220/DSC00947.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9508360.post-112845010014910321</id><published>2005-10-04T11:20:00.000-07:00</published><updated>2005-10-04T11:21:40.156-07:00</updated><title type='text'>Almoço para os canibais</title><content type='html'>Pedroso Neto é prefeito de Cotia, pelo menos enquanto escrevo este texto. Faz parte da trupe conservadora que hoje comanda o PSDB, escaldada na substituição dos antigos quadros _aqueles egressos do velho MDB_ por aqueles que acham que estão na UDN e que ainda combatem o Vargas, hoje renomeado PT.&lt;br /&gt;Pedroso Neto é o típico político dos anos 50, personalista e chauvinista. Quase preso no sábado, foi acusado de corrupção _ele e uns secretários e o filho. Seu partido tratou de afastá-lo.&lt;br /&gt;No sábado, quando na polícia, disse que aquilo era "estratégia para abafar os escândalos de Brasília". Afastado dos quadros, nada mais disse _estava o PSDB com medo da repercussão?&lt;br /&gt;A história de Pedroso Neto é a metáfora acabada oposicionista: enquanto pedra, tratam de quebrar a vidraça; enquanto vidraça, a trocam sob o menor risco. Assim é no PSDB, assim é no PFL.&lt;br /&gt;Como Pedroso Neto, quadros garbosos dos dois partidos se envolveram em escândalos. Do PFL, os casos são inúmeros, mas peguemos o painho ACM, fraudador dos placares do Congresso. Ele continuou forte e, hoje, apadrinha o neto rumo ao topo. Agora o bispo da Universal pego com milhões em pasta foi expulso. Já os tucanos tem em Eduardo Azeredo uma das espinhas dorsais do atual escândalo Valério. Não foi afastado; Pedroso Neto, sim.&lt;br /&gt;Pedroso Neto tentou se salvar adaptando ao partido o discurso da moralidade _mas, acusado de imoral, foi afastado. Esqueceu que o seu partido adaptou a lógica austera janista ou udenista ao estatuto e que deslizes de cleros menores serão castigados como ele foi. O prefeito de Cotia é o que na crônica política chama-se de "boi de piranha" _para preservar a moral, melhor lançar-lhe aos canibais de uma vez.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9508360-112845010014910321?l=supersubfaturado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/112845010014910321'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/112845010014910321'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supersubfaturado.blogspot.com/2005/10/almoo-para-os-canibais.html' title='Almoço para os canibais'/><author><name>Marcos Sergio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/__6HwWTkOnao/R4nd_Q8XU5I/AAAAAAAAAAs/EBZIV6fpiAc/S220/DSC00947.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9508360.post-112844896070527377</id><published>2005-10-04T11:02:00.000-07:00</published><updated>2005-10-04T11:02:40.713-07:00</updated><title type='text'>É pecado pensar em reeleição?</title><content type='html'>Lula vai à favela e avisa que os favelados deveriam se espelhar nele. Ao empresariado, diz uma ou outra coisa que dá a entender que disputará a reeleição. Tirando um ou outro tom meio como aberração _como proclamar que não há no Brasil moço mais ético que ele_, faz o que todo político carismático faria.&lt;br /&gt;Ora, é óbvio que está em campanha. Mas nos jornais há um certo denuncismo em anunciar isso. Que mal há em disputar a reeleição, já que regras para isso existem no Brasil desde 1997?&lt;br /&gt;Aliás, a aberração de disputar um segundo mandato remonta a essa data. Só lembrar que a regra não existia até FHC paralisar o país para votá-la. E contabilizaram-se dois anos de desgoverno.&lt;br /&gt;Esta não é uma defesa do atual chefe da nação, mas sim a do direito que ele tem de estar em campanha. Não há aberração, a regra é válida. Tudo bem, contam-se os escândalos, mas daí a ignorar a regra deixada pelo FFHH, como quer a imprensa, é querer demais levar tapinha de "tudo bem, eu aceito": por que a reeleição valeria só para o príncipe?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9508360-112844896070527377?l=supersubfaturado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/112844896070527377'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/112844896070527377'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supersubfaturado.blogspot.com/2005/10/pecado-pensar-em-reeleio.html' title='É pecado pensar em reeleição?'/><author><name>Marcos Sergio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/__6HwWTkOnao/R4nd_Q8XU5I/AAAAAAAAAAs/EBZIV6fpiAc/S220/DSC00947.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9508360.post-112839747769558850</id><published>2005-10-03T20:31:00.000-07:00</published><updated>2005-10-03T20:44:37.703-07:00</updated><title type='text'>A metáfora do burro</title><content type='html'>Gatos que nasceram pobres, palhaços que não são palhaços mas são, trupe de saltimbancos pelas ruas do Rio _não são as que cercam a praia, mas a avenida Brasil _triste, longa e suja_ também.&lt;br /&gt;Tudo isso e o Didi, em um papel belíssimo. Lá estava ele como em Donga, o Vagabundo, o tratado obra-prima de 1969. "Os Saltimbancos Trapalhões" entorta a minha língua e o desdém (primeiro por ser um musical; segundo por ser um musical do Chico) em pouco mais de 90 minutos.&lt;br /&gt;Tudo é fino. O Didi como o tímido que ama platônicamente. O Dedé perfeito no papel de escada. Zacharias e Mussum, coadjuvantes, dão a graça pastelão deixada de lado pelo Didi dramático.&lt;br /&gt;E a Lucinha Lins, que, linda, é a filha do pilantra dono de circo que acredita na trupe de palhaços. Olha aí, uma mulher daquelas que acreditam, as mulheres mais perfeitas são essas assim. Bom.&lt;br /&gt;Tá, desconsidere os tropeços como o de filmar cenas sem nexo em Hollywood (a edição em DVD nas bancas tem o Renato Aragão dizendo que aquilo foi para reforçar o caráter superprodução da obra. Ok, mas não precisava). E arranhões como o desenrolar da trama do meio até o quase final, muito parecido com o de outras superproduções trapalheônicas.&lt;br /&gt;Mas nada encobre o pulo do Didi quando cruza o olhar com o de Lucinha Lins pela primeira vez. Ele se atira nos degraus do picadeiro e sobe atrapalhado tentando se esconder dessa confissão. E do medo que o faz subir em um dos pilares, mudo, como um palhaço que faz chorar.&lt;br /&gt;E faz, no final, quando Lucinha destrói seus sonhos ao chamá-lo para apadrinhar seu casamento. As lágrimas do burro são nossas, dos homens, talvez nossa mais perfeita metáfora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9508360-112839747769558850?l=supersubfaturado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/112839747769558850'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/112839747769558850'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supersubfaturado.blogspot.com/2005/10/metfora-do-burro.html' title='A metáfora do burro'/><author><name>Marcos Sergio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/__6HwWTkOnao/R4nd_Q8XU5I/AAAAAAAAAAs/EBZIV6fpiAc/S220/DSC00947.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9508360.post-112804856993044033</id><published>2005-09-29T19:37:00.000-07:00</published><updated>2005-09-29T19:49:29.936-07:00</updated><title type='text'>De novo a Bizz</title><content type='html'>Este é a impressão final das páginas que voltaram às bancas nesta semana. O resultado é ótimo: é a melhor revista de música já editada por aqui. Falo isso comparando com a Bizz anterior e com as tentativas posteriores de revistas musicais neste país.&lt;br /&gt;O melhor: Bizz já é  marca consolidada no país, o que dispensa adaptações como as que ocorrem na Argentina. Essa questão faz a revista retomar seções antigas, como Cabra-Cega, Ouça Essa, Discoteca Básica, etc. O inventário de lançamentos é amplo e vai além dos CDs, como era de se esperar _lá estão livros, equipamentos e DVDs, meio parecido com o que já acontece na Vip.&lt;br /&gt;Daí vem as adaptações estrangeiras, e nisso a revista também vai bem ao copiar sem alarde Q e Mojo _eis aí as referências mais óbvias. Um ano radiografado, um guia de compras para bandas clássicas. E o grafismo que continua excelente, como era praxe nas edições antigas.&lt;br /&gt;Chega a hora de falar dos textos e reportagens. E eles estão sensacionais. Começa pelo Pedro Só e Netinho _meu, é uma obra-prima a resenha do show em Carapicuíba_, passa pela excelente entrevista de Ricardo Alexandre com Marcelo Yuka e termina com o primoroso ensaio de Bia Abramo sobre o novo disco do Los Hermanos.&lt;br /&gt;Não resta dúvidas de que é o lançamento editorial mais bem-vindo deste ano. Que bom que ele chega às bancas amadurecido e com jeito de que continuará por lá pelos próximos anos. A nova Bizz é a revista musical com o sotaque mais brasileiro possível, e compensa o atraso com correções de rumo que a deixa melhor do que no passado. Longa vida à Bizz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9508360-112804856993044033?l=supersubfaturado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/112804856993044033'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/112804856993044033'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supersubfaturado.blogspot.com/2005/09/de-novo-bizz.html' title='De novo a Bizz'/><author><name>Marcos Sergio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/__6HwWTkOnao/R4nd_Q8XU5I/AAAAAAAAAAs/EBZIV6fpiAc/S220/DSC00947.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9508360.post-112804780857721001</id><published>2005-09-29T19:35:00.000-07:00</published><updated>2005-09-29T19:36:48.593-07:00</updated><title type='text'>Querem acabar comigo, Roberto</title><content type='html'>&lt;em&gt;Pelo menos você teve alguém com quem brigar&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Karine Alexandrino&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Quarta à noite, Milo Garage, SP. Mulheres e homens, mas não há mulher e homem, homem e homem e mulher e mulher. Lá todos posam de roupa: as roupas são seus corpos e seus estilos. Sem elas, talvez não existissem. E talvez seja essa a resposta: são pessoas que esnobam seus corpos em razão da imagem. A diferença delas com itens de decoração e plantas ornamentais é quase nulo. Mas há uma diferença, sim: as plantas respiram.&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;No palco, Karine Alexandrino. Sobre uma base, ela canta, geme, sussurra. As canções são de amor ou não, de desilusões ou não, mas são engraçadas. Acho graça porque rio das desgraças _e ela as enumera ali na minha frente. Chama alguém para dançar suas músicas, alguém sem ritmo, que deita no chão e se esfrega no rapaz do meu lado. "Pelo menos você teve alguém com quem brigar", dispara numa das canções Karine. Outras seguem nesse vaivém. Enfim, era o show. Era aquela noite. Quem se importa com aquelas plantas vestidas de gente no meio da pista?&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;E o Corinthians ensina que há esperança, ou não há esperança. De qualquer forma, a lição é válida. O empate aos 46 do segundo tempo não é sinal de que há esperança, é sinal de que há a razão de lutar. Até o segundo final, na casa do adversário. Enfim, sou salvo de novo pelo meu time _mas desta vez o prazer foi maior.&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;As mulheres mudam, as mulheres vão. O Corinthians é o mesmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9508360-112804780857721001?l=supersubfaturado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/112804780857721001'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/112804780857721001'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supersubfaturado.blogspot.com/2005/09/querem-acabar-comigo-roberto.html' title='Querem acabar comigo, Roberto'/><author><name>Marcos Sergio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/__6HwWTkOnao/R4nd_Q8XU5I/AAAAAAAAAAs/EBZIV6fpiAc/S220/DSC00947.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9508360.post-112784722709025644</id><published>2005-09-27T11:52:00.000-07:00</published><updated>2005-09-27T11:53:47.096-07:00</updated><title type='text'>Na mídia</title><content type='html'>Tem horas que dá gosto olhar os jornais e as revistas. Esta semana é uma delas: coisas boas e notícias bacanas, mas nem sempre boas, chegando às bancas. Deu vontade de comentá-las:&lt;br /&gt;*******&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Lobão na Imprensa&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Sempre achei essa revista um atraso _para o estudante é ruim porque tornou-se fria e baba-ovo; para o jornalista, é fria e baba-ovo, então não há razão de lê-la. Mas a entrevista com o Lobão, o músico do ponta de vista jornalístico, foi ótima sacada. Estão lá suas opiniões sem querer forçar polêmica. Ele é autêntico, e tudo o que ele diz lá é autêntico pra cacete!&lt;br /&gt;Sobre Chico Buarque, diz que é parnasiano e depressivo, lembra a ditadura e que ninguém mais precisa dele hoje em dia. Do filme Cazuza, acha uma bosta e diz que não fala dele, embora tenha sido um dos amigos do cantor _ "mas ainda bem, o Frejat apareceu e se fodeu". Reclama do governo Lula, e com razão, e sem resvalar no óbvio do "estou decepcionado" _decepcionado ele já estava antes, bom que se diga. Chama o PT de velho, como a velha MPB. E diz que o funk carioca é o que de novo há. Vai Lacraia. Vai Lobão. A gente precisa desse cara.&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Lobão na banca&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;A revista Outra Coisa continua ótima, embora mal-editada. Mas a deste mês tem textos melhores e um CD bem bacana, a da agência de DJs Smartbiz, mixado pelo Camilo Rocha. E tem texto sobre o punk sem resvalar em malices pré-históricas. Boa pedida.&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Jânio e o PT&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Jânio de Freitas diz que o que todo mundo que analisa o PT e acompanhou sua história pensa mas não diz: que os rebeldes de ocasião estão deixando o partido talvez pensando em aprovação da mídia por conta das denúncias. Se queriam mesmo participar da "refundação do partido", por que não aguentaram até o final do processo de escolha do novo presidente? Notem: Berzoini não vai sozinho para o segundo turno; contra ele, há o esquerdista Pont, que é uma alternativa bem melhor que o Pomar, recém-aliado à turma paulista de Marta. Que tipo de gente é essa que descarta a opção de escolher uma alternativa a essa crise braba deste ano? Eles são parte de uma turma que sempre jogou fora a opção pelo jogo democrático _e nisso estavam embutidas uma série de aberrações históricas como o não ao colégio eleitoral em 1985, não assinar a Constituição em 1988 e dizer sim ao presidencialismo em 1993. Sem moralismo de ocasião, essa turma só fez mal ao partido. Que vá embora, então.&lt;br /&gt;PS: Alguém aqui conhece Plínio de Arruda Sampaio? Ex-assessor de Carvalho Pinto, ex-democrata cristão, da ala conservadora na primeira formação do PT, mais ligado ao próprio currículo do que às lutas do operariado nos anos 80, de ousadia medíocre na Constituinte... Ele é o líder da debandada agora. O que ele faz agora é semelhante ao que já havia feito em 1988, quando perdeu as prévias para a Prefeitura de São Paulo para Luiza Erundina e ameaçou deixar o partido. Plínio, você já tem mais de 70 anos. Não é hora de parar de agir como criança mimada?&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;História&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Reportagem interessante sobre a greve dos mineiros no Reino Unido de Thatcher. O assunto interessa, sim. Mas interessa mais ainda aos ligados na música britânica. A greve ia ao encontro de tendências de pró-operárias do rock da época _é uma pena que a revalorização oitentista tem esbarrado apenas nas bobagens e nas americanices We Are The World por aqui, Brasil. Porque dá para lembrar de bandas que usavam essa era anticonservadora, de mineiros em greve, para fazer rock bom. E não só na greve, nas lutas antiracistas no norte, nas riots de Leeds, no discuso mais humanista quase trotskista possível. O lado bom dos anos 80 era isso. Era Gang of Four, era Dexy Midnight Runners, era Madness, era Clash, era BAD. Era isso e mais um pouco. Eram eles e os mineiros. E ainda dá para sentir o gosto na garganta.&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Bizz&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;A nova diagramação, a disposição das páginas, as seções das revistas gringas adaptadas ao nosso gosto. O samba, o rock, a música brasileira, a música popular mesmo... Meu, eu quero isso: quero ler sobre o Franz Ferdinand e o Arcade Fire ao lado da crítica do show do Netinho em Carapicuíba. Isso é rock.&lt;br /&gt;Bem-vinda de volta, Bizz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9508360-112784722709025644?l=supersubfaturado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/112784722709025644'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/112784722709025644'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supersubfaturado.blogspot.com/2005/09/na-mdia.html' title='Na mídia'/><author><name>Marcos Sergio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/__6HwWTkOnao/R4nd_Q8XU5I/AAAAAAAAAAs/EBZIV6fpiAc/S220/DSC00947.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9508360.post-112562974190414777</id><published>2005-09-01T19:46:00.000-07:00</published><updated>2005-09-01T19:55:41.913-07:00</updated><title type='text'>O cartaz-metáfora</title><content type='html'>O cartaz no muro em frente à loja de vasos _por conseqüência, do outro lado da rua_ avisou por uma semana que "a grama era sempre mais verde do outro lado". O lambe-lambe ficou lá alguns dias, enquanto saía do forno o CD que emprestava a expressão (era o single de Side, do Travis).&lt;br /&gt;Há essa fixação pelo que não se conhece, pelo que aparenta ser melhor, sem nenhuma certeza. Para mim, àquela época, a grama do Brasil era mais verde que a da Inglaterra. Sentidos combinam de procurar o inédito e/ou saudoso. Mas no fundo eles são iguais.&lt;br /&gt;A imaginação fez com que eu transformasse o Brasil num lugar perfeito para se viver _melhor que o gelo, o vento frio e a garoa de Londres. Contava os dias para o avião partir de Heathrow com destino à paisagem confusa de Cumbica. Meu sonho era sobrevoar o estádio do Guapira antes de cair na pista de pouso e ver minha família, menos minha mãe _de cama, em casa.&lt;br /&gt;Daí se desfez a miragem. Aqui era um lugar tão bom para se viver quanto era antes, mas a experiência forçou novas impressões. A grama mais verde tornou-se cinza a cada dia. Não vi os galhos caírem porque já era primavera _e eu escapara de um outono nebuloso no continente europeu. Mas o verão teria ainda mais nuvens, era só esperar que ele chegasse dali a alguns dias.&lt;br /&gt;Minhas certezas, como as suas, são confusas. É difícil tomar delas algumas conclusões. Sei que tirá-las é tarefa que confunde mais do que explica. Há a excitação por estar em outra nave, outro corpo, outro país, outro emprego, outra namorada... Mas no fim nossos gostos são ajustáveis.&lt;br /&gt;Sim, porque é mais difícil perder do que trocar. É um perde-ganha como aqueles do "Domingo no Parque" _quando a criança, com um fone que impedia a audição, respondia "sim" ou "não" sem saber o que era oferecido. E adivinhar a cor da grama é tão fácil quanto ganhar um prêmio bom.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9508360-112562974190414777?l=supersubfaturado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/112562974190414777'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/112562974190414777'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supersubfaturado.blogspot.com/2005/09/o-cartaz-metfora.html' title='O cartaz-metáfora'/><author><name>Marcos Sergio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/__6HwWTkOnao/R4nd_Q8XU5I/AAAAAAAAAAs/EBZIV6fpiAc/S220/DSC00947.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9508360.post-112378335339279475</id><published>2005-08-11T10:53:00.000-07:00</published><updated>2005-09-10T10:08:24.506-07:00</updated><title type='text'>Penso, logo... penso</title><content type='html'>Pensar poderia ser algo bom para os gregos, mas não para nós, os que se ajoelham do lado de baixo do trópico de Capricórnio. Porque pensar leva a pensar _e pensar necessariamente não é fazer. Pensar leva a ter medo porque tudo é pensado, planejado e demora a ser executado. Os arroubos de ação levam a conclusões incertas, as que você pensa depois, se arrepende ou não.&lt;br /&gt;Bom, vamos dar tempo aos pensamentos, deixar para tê-los para refletir sobre o nada. Sim, o nada é algo bom para pensar sobre. Não há conclusões, é só deixar seguir.&lt;br /&gt;Para pensar, é preciso uma vacina contra as conclusões. E está aqui alguém exposto ao risco e não-vacinado. Pensar é perigoso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9508360-112378335339279475?l=supersubfaturado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/112378335339279475'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/112378335339279475'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supersubfaturado.blogspot.com/2005/08/penso-logo-penso.html' title='Penso, logo... penso'/><author><name>Marcos Sergio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/__6HwWTkOnao/R4nd_Q8XU5I/AAAAAAAAAAs/EBZIV6fpiAc/S220/DSC00947.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9508360.post-111989201657467479</id><published>2005-06-27T10:06:00.000-07:00</published><updated>2005-06-27T10:06:56.580-07:00</updated><title type='text'>A canção pop e o tempo</title><content type='html'>A canção pop não tem limite de tempo. Diz-se pop perfeito o de Phil Spector, gravado por grupos vocais femininos sob uma parede de som nos anos 60. O pop se repete: fosse lançado CD idêntico ao das Marvelletes nos anos 00 e o elogio seria repetido.&lt;br /&gt;Ouvir New Order é sentir o tempo não passar. Registros de uma banda que a) inventou o termo indie, ao emplacar seguidas vezes o primeiro lugar da parada britânica com singles independentes, dando voz ao entra-e-sai de novas bandas; b) inventou a música eletrônica pop (desconsidere pois Kratwerk, cool demais para as paradas, sem a dosagem que os ouvido de rádios querem ouvir). Por fim, o New Order não muda, o tempo passa e se adequa ao passado da banda _o presente é só uma xerocópia, nada mais.&lt;br /&gt;NO é o princípio ativo que mantém os mortos de pé desde 1998 (não vou entrar em detalhes, não vou ser explicítio, pesquisem). E é também o nome do novo álbum dos mancunianos. O baixo de Peter Hook soa o mesmo; a guitarra de Bernard Summer e os teclados de Stephen Morris, também. As letras seguem a mesma lógica da simplicidade feliz _domingo de sol, dominó na rua, nada mais, nada demais. Os refrãos são tão pegajosos como os de Bizarre Love Triangle, se o coração saudosista te despertar.&lt;br /&gt;Lembrar o passado não é pecado nesse caso. Parafraseando Stone Roses, o passado foi deles, e o futuro é dos outros. É possível chutar que esse álbum, NO, é o melhor deles desde Brotherhood (1986), a obra-prima gêmea de Low Life (1985).&lt;br /&gt;Por mais que compile singles para mostrar que o trabalho sobreviveu às catástrofes da separação (a que dividiu em vários pedaços a banda, em 1989 _revenge, electronic, the other two_, e a crise de relacionamento que desaguou no show morno de Reading em 98), os grandes singles e saltos não sobreviveram a mais que três. Em NO é diferente: estão lá boas performances vocais e o baixo de Peter Hook, que, como dito acima, ainda emociona. Se o passado pode ser repetido à exaustão por quem apenas começa, por que não deixar a missão para quem ajudou a construí-lo?&lt;br /&gt;O New Order cumpre bem a tarefa. E o som do passado ajusta-se bem à vida do nosso novo (velho) século. A repetição só precisa de boas mãos para que o tempo continue bem conduzido. A história deu carta-branca para que Lou Reed, por exemplo, gravasse discos mornos mas festejados. Que festejemos o New Order, então.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9508360-111989201657467479?l=supersubfaturado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/111989201657467479'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/111989201657467479'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supersubfaturado.blogspot.com/2005/06/cano-pop-e-o-tempo.html' title='A canção pop e o tempo'/><author><name>Marcos Sergio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/__6HwWTkOnao/R4nd_Q8XU5I/AAAAAAAAAAs/EBZIV6fpiAc/S220/DSC00947.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9508360.post-111989117777684181</id><published>2005-06-27T09:51:00.000-07:00</published><updated>2005-06-27T09:52:57.780-07:00</updated><title type='text'>La hinchada grená</title><content type='html'>Há os que não se acostumam com o topo e cismam de sempre beliscar pelas beiradas. A felicidade da vizinhança pizzaiola da Mooca que o diga.&lt;br /&gt;Num ponto é possível entender a lógica do Juventus, o clube atlético que restou no futebol paulistano (o outro, cujo gentílico da cidade o fez ficar conhecido mundialmente, aposentou-se quando o profissionalismo surgiu, na década de 30): por que ficar entre os dez mais, e não ter muito o que comemorar _qual a satisfação de um décimo lugar, hein companheiro?_, se é possível brindar a ascensão ano sim, ano não? É o caso da representação grená.&lt;br /&gt;Ver o Juventus campeão é orgulho de poucos. O amigo FB e eu somos parte desses 2.500 que viram o quase impossível ontem. Antes de nós, só os que acompanharam a volta olímpica no Pq. São Jorge em 1983, campeões da Taça de Prata (como lembrou o FB, falta bordar a estrela prata acima do escudo. Cobremos), tiveram o privilégio. E a sensação de ontem foi diferente daquela do ano passado, quando acompanhei alguns jogos na Primeirona.&lt;br /&gt;A princípio, a torcida se renova. Alguns empolgamos com jogos pela TV aberta, outros pelo charme de torcer pelo time que não tem títulos, mas carrega a tradição de um bairro e uma região. Os velhos do último ano, aqueles que reclamavam do "Bridá" e pegavam no pé do "dez" que mal sabiam o nome, deram lugar a um povo que repete os gritos de Boca e River com outros do Rio e enfeitam a arquibancada com os trapos de torcidas do Prata.&lt;br /&gt;É molecada, mesmo. A molecada que é arrancada pela polícia ao dizer que a "zona leste dá porrada". Ou nem molecada é, como os angolanos parentes e amigos de Jhonson, o 9 que se despede rumo à Portuguesa, seu quarto clube no ano. E o Jhonson estava lá com a foice, o martelo, a estrela e o vermelho e o amarelo da bandeira do seu país em uma camiseta encoberta pelo grená e que sambou quando o papel voou com o título. 100% Angola.&lt;br /&gt;O prazer de torcer está de volta. O bumbo da escola de samba do bairro encobre os gritos que irritam Maurício, o ex-corintiano que deixou passar dois gols na vitória juventina por dois a um.&lt;br /&gt;O Juventus mostra o que é um jogo de futebol. É um jogo para torcer pelo que está mais próximo _seja de casa ou do coração. Abandonem a chatice, torcedores.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9508360-111989117777684181?l=supersubfaturado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/111989117777684181'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/111989117777684181'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supersubfaturado.blogspot.com/2005/06/la-hinchada-gren.html' title='La hinchada grená'/><author><name>Marcos Sergio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/__6HwWTkOnao/R4nd_Q8XU5I/AAAAAAAAAAs/EBZIV6fpiAc/S220/DSC00947.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9508360.post-111929132385135759</id><published>2005-06-20T11:14:00.000-07:00</published><updated>2005-06-20T11:15:23.856-07:00</updated><title type='text'>Pega na mentira</title><content type='html'>Que me importa a notícia de que em Copacabana não tem argentino, se o que interessa é que o amor vai se acabar?&lt;br /&gt;Tudo é uma mentira só, até o que não interessa, diz Erasmo. Então, melhor acreditar no que já irremediavelmente é lenda. Mas não concordo que o amor fique aí por muito tempo como algo impávido e colosso. Como a gente, ele vive de muletas _uma delas pode ser a sua ilusão, interpretada e usada de tal forma que se traduza em verdade. E o que é a verdade né, professor?&lt;br /&gt;Amor é refúgio, todo mundo quer pensar em algo bom no nada de um dia agitado. Agarrar-se à mentira de um Dinamite não fazer mais verões que Zico e Pelé juntos num time de camisas listradas. As mesmas listras pretas presas mas que não prendem. E eu tô no Vasco, o time que aceita o até então inaceitável, que dá ao escorraçado o direito de vestir a camisa e ser gente boa, admirada.&lt;br /&gt;As metáforas de Erasmo me pegam assim, numa letra boba mas que desafoga parte do que eu penso. A mentira é acreditar que o amor vai se acabar. Pois é, ele não tem fim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9508360-111929132385135759?l=supersubfaturado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/111929132385135759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/111929132385135759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supersubfaturado.blogspot.com/2005/06/pega-na-mentira.html' title='Pega na mentira'/><author><name>Marcos Sergio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/__6HwWTkOnao/R4nd_Q8XU5I/AAAAAAAAAAs/EBZIV6fpiAc/S220/DSC00947.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9508360.post-111755674650019815</id><published>2005-05-31T08:51:00.000-07:00</published><updated>2005-05-31T09:25:46.506-07:00</updated><title type='text'>Tudo legaaaaaaaaaal</title><content type='html'>Há uma linha torta que rege o mundo. Quer dizer, várias linhas tortas. Entre elas esta a resposta. Que resposta? Nem sei, mas há uma série delas. Um disco, por exemplo. Em "A Todo Vapor", de 1971, há um encontro de linhas tortas cheias de resposta. A de Gal Costa, a de Lanny Gordin, a de Wally Salomão (ou Waly Sailormoon, como por vezes ele variava) e a de Jards Macalé. E Mal Secreto, a convergencia de todas essas linhas tortas.&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Fala Waly:&lt;br /&gt;"Não choro. Meu segredo é que sou um rapaz esforçado. Fico parado, calado, quieto. Não corro, não choro, não converso. Massacro meu medo, mascaro minha dor. Já sei sofrer. Não preciso de gente que me oriente. Se você me pergunta: "Como vai?". Respondo sempre igual: "Tudo legal!". Mas quando você vai embora morro meu rosto no espelho. Minha alma chora. Vejo o Rio de Janeiro".&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;E daí vem Gal e a questão de que os bons cantores tornam uma letra parte de si. Não existe Gal melhor do que esta de 1971. Os gritos em "Vapor Barato". "Sua Estupidez", que poderia ser todos menos dela, mas aqui é mais dela que de Roberto e Erasmo. E introduzir drama na curta introdução da festeira "Charles Anjo 45" e saltar para outro drama, aquele de "quando voce me ouvir cantar...". Enfim, responde sempre igual...&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Jards é outro história. É pirado como um de nós. Os arranjos em A Todo Vapor são todos dele, se não me falha a memória. Mas é essa lógica do surto jardsiano, como o de romper com Caetano por seu nome não aparecer nos créditos de Transa, de pirar com a mulher, de pirar com o mundo, de pirar com a imprensa.&lt;br /&gt;Na capa de Contrastes, de 1976, aparece um beijo de Jards em sua então mulher. Quase trinta anos depois, ela aparece queimada pela metade (a metade feminina da foto) na reedição em CD. As duas capas são lindas. Mas a última, que mescla a beleza da foto com o rancor da separação, é ainda mais. "Massacro meu medo", pensei. Porque queimá-la à metade é massacrar o medo sem mascará-lo. "Como vai? Tudo legaaaaaaaaaaaaaaal."&lt;br /&gt;Tem uma frase na capa que espicha o rancor: "fazer album de fotografias para depois queimar". Genio.&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;E Lanny, que é o cérebro dessa cortina de som. A trinca "Vapor Barato", "De um role" (dos Novos Baianos) e "Mal Secreto" jamais existiria sem ele. Lanny pirou um tantinho, anda pelos mesmos bares que alguns de nós e volta e meia faz temporada em Higienópolis. Lanny está em todos os bons discos dos 60 para os 70.&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Enfim, só há um A Todo Vapor. Ouvi-lo é pensar que não existe na história disco melhor de música brasileira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9508360-111755674650019815?l=supersubfaturado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/111755674650019815'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/111755674650019815'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supersubfaturado.blogspot.com/2005/05/tudo-legaaaaaaaaaal.html' title='Tudo legaaaaaaaaaal'/><author><name>Marcos Sergio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/__6HwWTkOnao/R4nd_Q8XU5I/AAAAAAAAAAs/EBZIV6fpiAc/S220/DSC00947.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9508360.post-111569788989536411</id><published>2005-05-09T21:03:00.000-07:00</published><updated>2005-05-09T21:04:49.900-07:00</updated><title type='text'>Deixe o Jarvis falar</title><content type='html'>Jarvis Cocker não é Jesus, embora tenha as mesmas iniciais. Ele é o cara, como diria o baixinho. Sabe dos milagres que nunca fará, mas talvez nem se lembre que, aos 20 e poucos anos, ainda era um garoto tentando impressionar as moças. Pedindo milagres, como a gente quer.&lt;br /&gt;“Eu até pensei que não tenho milagres para lhe mostrar. E até gostaria de transformar a água em vinho, mas é impossível. Apenas tenho que secar a louça”, diz, desfazendo a pretensão. Sabe, nem na louça toco, o café não faço, eu só apanho o saquinho de mate verde e acrescento ao copo para que a água tome algum gosto. Mas não gosto, falta açúcar.&lt;br /&gt;Os milagres de Jarvis são tão pequenos como ver a água tomar cor ao ser misturada com o sachê. Mover os pés é um milagre. Uma decisão também. Diante da falta de poderes, pede para ler um livro se o sono faltar. E acende um fósforo para que você não se perca na escuridão.&lt;br /&gt;- Sou apenas um homem que faz o que pode para lhe ajudar.&lt;br /&gt;E prega que não está mais preocupado em tocar as estrelas – “elas são do céu, nós estamos na Terra agora” –, quer o simples, a boa palavra, como um novelo desenrolado fio por fio, sem tentar desenrolá-lo antes do tempo certo. “Não está feliz por estar vivo agora? Qualquer coisa é possível”, diz sem se importar se a vida é ingrata ou não. “Não há cruz para carregar nesta noite. Pelo menos nesta noite.” Pois é, pelo menos. Mas há algumas louças, a sujeira amontoada e outros milagres para inventar antes que o sol nasça e eu pegue o primeiro trem da terça. Ainda bem que existe o Jarvis para explicar que milagres não existem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9508360-111569788989536411?l=supersubfaturado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/111569788989536411'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/111569788989536411'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supersubfaturado.blogspot.com/2005/05/deixe-o-jarvis-falar.html' title='Deixe o Jarvis falar'/><author><name>Marcos Sergio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/__6HwWTkOnao/R4nd_Q8XU5I/AAAAAAAAAAs/EBZIV6fpiAc/S220/DSC00947.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9508360.post-111465726092379865</id><published>2005-04-27T20:00:00.000-07:00</published><updated>2005-09-10T10:11:49.293-07:00</updated><title type='text'>O desencanto e o resto das nossas vidas</title><content type='html'>Douglas Coupland, no Brasil, é mais conhecido por um termo do que pelo livro que originou o termo: Geração X. O livro nunca saiu aqui _há edições em Portugal e populares em espanhol_ e as edições com a assinatura de Coupland publicadas no Brasil são semi-desconhecidas. Pesquei no título de uma delas o título deste post, "Primeiro o Amor, Depois o Desencanto e o Resto de Nossas Vidas". São contos compilados crus e simples, sempre na primeira pessoa. O texto que dá origem ao título português (em inglês é "Life After God", outro conto, desta vez inspirado em Michael Stipe) é áspero e talvez você nem concorde com o que ele diga, pois desenha um trágico panorama para os que ainda aspiram o amor. A mãe do personagem central diz que ele, o amor, não sobrevive à primeira aberração, aquela que separa a empolgação inicial dos perdidos _dar um perdido é o sentido natural daqueles que vivem no nosso tempo. Para a mãe, depois do desencanto vem o resto da vida, e a partir daí nada mais sobrevive, com o amor substituído pelo respeito, mas um respeito nada nobre, quase um aceno cordial de bom dia. E relações não sobrevivem a desencantos, mire numa porção deles para achar que nada mais há para querer confrontá-los. Um amor não sobrevive a um desencanto, mas a vida vive de uma porção deles.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9508360-111465726092379865?l=supersubfaturado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/111465726092379865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/111465726092379865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supersubfaturado.blogspot.com/2005/04/o-desencanto-e-o-resto-das-nossas.html' title='O desencanto e o resto das nossas vidas'/><author><name>Marcos Sergio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/__6HwWTkOnao/R4nd_Q8XU5I/AAAAAAAAAAs/EBZIV6fpiAc/S220/DSC00947.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9508360.post-111436387711546470</id><published>2005-04-24T10:28:00.000-07:00</published><updated>2005-04-24T10:31:17.116-07:00</updated><title type='text'>É o Juízo Final</title><content type='html'>Parece que a promessa de Nelson Cavaquinho não estava errada, e o sol deu de brilhar mais uma vez neste domingo, reforçando que existe uma linha tênue entre alegria e tristeza. “A luz há de chegar aos corações”, diz o velho antes de emendar que é só o juízo final e que antes dele toda a esperança é válida, porque “do mal será queimada a semente”. Enquanto isso o cavaquinho chora, e você vai junto. “O amor será eterno novamente”, canta, como se nunca tivesse sido. E você espera ter os olhos que o Nelson teve para ver a maldade desaparecer no final.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9508360-111436387711546470?l=supersubfaturado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://supersubfaturado.blogspot.com/feeds/111436387711546470/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9508360&amp;postID=111436387711546470&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/111436387711546470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/111436387711546470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supersubfaturado.blogspot.com/2005/04/o-juzo-final.html' title='É o Juízo Final'/><author><name>Marcos Sergio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/__6HwWTkOnao/R4nd_Q8XU5I/AAAAAAAAAAs/EBZIV6fpiAc/S220/DSC00947.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9508360.post-111436475568220383</id><published>2005-04-24T09:40:00.000-07:00</published><updated>2005-04-24T10:45:55.683-07:00</updated><title type='text'>Quero a Polly</title><content type='html'>Eu folheei o encarte de um CD e encontrei o rosto de PJ ainda jovem, um ou dois discos lançados. Os cabelos estavam presos, e o rosto era de segundanista quase bicho-grilo. Ela é bicho, mas não assim, desse tipo. Eu mal sabia àquela época qual era a dela, só descobri alguns anos depois, a foto molhada de divulgação de Rid of Me. A atormentação rasgada de guitarras ganhou espaço, queria que todas as mulheres soassem como ela, a Polly.&lt;br /&gt;E eu desdenhei do álbum com o John Parish, que alguém disse que só servia de porta-copos ou para impressionar amigos na mesa da sala. E quase ignorei o seguinte, que agora me foge o nome. E mais uma vez caí de amores por ela, com aquele penteado e olhar para trás de Stories from the City, Stories from the Sea (perdoe se for o contrário). Lembro de comprar o single de A Place Called Home pela foto de Polly encolhida e molhada em uma banheira. E quis tê-la quando a vi pela primeira vez ao vivo, de conjunto de vinil e Telecaster, Reading, quatro anos atrás.&lt;br /&gt;E ontem me peguei apaixonado pela mulher de cabelos amarrados, meio pronta, meio durona, mulher só para machos de verdade mesmo, como o Nick Cave. Eu me peguei apaixonado por Shame, que não paro de ouvir, e por outra, curtinha, cujo nome esqueço agora. As polaroids, os auto-retratos digitais, o encarte de “Uh-Huh-Her”. Eu quero um espelho. Eu quero uma máquina. Eu quero a Polly.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9508360-111436475568220383?l=supersubfaturado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://supersubfaturado.blogspot.com/feeds/111436475568220383/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9508360&amp;postID=111436475568220383&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/111436475568220383'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/111436475568220383'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supersubfaturado.blogspot.com/2005/04/quero-polly.html' title='Quero a Polly'/><author><name>Marcos Sergio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/__6HwWTkOnao/R4nd_Q8XU5I/AAAAAAAAAAs/EBZIV6fpiAc/S220/DSC00947.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9508360.post-111368114698987355</id><published>2005-04-16T12:50:00.000-07:00</published><updated>2005-04-16T12:52:26.993-07:00</updated><title type='text'>O samba é o nosso rock</title><content type='html'>Talvez uma parte dos que lêem hoje este blog nem estivesse nascida em 1985, quando a Bizz surgiu. Por dez anos, ela foi a referência para quem lia sobre/ouvia música. E todos tinham opinião, se esse ou aquele crítico tinha ou não razão em detonar tal banda. Isso acabou bem antes de a Bizz parar de ir às bancas, em 2001. Cinco antes de o fim ser anunciado, o texto bom e elegante deu lugar à comédia machista. E quando o filme já estava queimado, um elitismo de botequim se apossou dos redatores.&lt;br /&gt;Bom, você pode enumerar uma porção de razões para justificar o fim da revista. Nem quero entrar nesse detalhe. Prefiro escolher outro ponto: o da razão de o Brasil jamais ter tido uma publicação de música pop que sucedesse uma outra. A Bizz já foi um segundo caso – o primeiro era a revista Pop, que atravessou os 70 e nos deixou na mão anos antes de o Rock In Rio convencer a Abril de que a música era bom negócio. Duas experiências até poderiam ser esfregadas, mas a General não passou do biênio 93/95 e a Rock Brigade, segmentada até a medula, não conta.&lt;br /&gt;Aí me vem à cabeça uma conversa que tive um domingo de madrugada  com o Rodrigo, irmão de uma amiga aqui do bairro. Ele me perguntava como eram as rádios na Inglaterra. Expliquei mais ou menos as opções do dial, a classificação das músicas por listas de execução e as rádios que tocam rock ou pop ou só coisas legais (dane-se essa classificação). Deixa para o Rodrigo: “Mas lá não tem essa b... de Transcontinental!”&lt;br /&gt;É, Rodrigo, olha o engano. É difícil pensar, mas o samba deles é o rock. E vira meio que uma atitude colonizada exigir que a Transcontinental tocasse um ritmo só por capricho nosso. E as revistas de música, bem, elas pensam como o Rodrigo...&lt;br /&gt;Em 16 anos, jamais um artista de samba (bem, talvez o Paulinho da Viola, vai) deu as caras na Bizz. A atitude talvez fosse até justificável quando o RPM tomou de assalto as paradas em 1986. Nossas meninas pagavam por esses produtos, banda e revista. Daí, a febre passou e a house tornou-se a onda do momento por dois anos. Sumiu, veio o rock outra vez, com Guns n´Roses, Faith no More e, pouco tempo depois, o Nirvana. Quando Kurt Cobain se foi, só sobrou o pagode mauricinho das FMs e o resto da moçada, alguns anos nas costas e contas para pagar, preferiu deixar a música de lado. O ritmo da hora era o samba e o axé, e ninguém deu bola para quem consumia. O mercado foi se reduzindo, as capas da Bizz repetiam Titãs e a já finada Legião Urbana em 1997, as mesmas bandas que apareciam ali 10 anos antes. Quem crescia não via estímulo em consumir o que via nas bancas, e a revista apequenou-se.&lt;br /&gt;Não defendo que as revistas de música adotem a última moda como salvação. Mas acostumar um ouvinte do Dudu Nobre, um exemplo de sambista de qualidade e popular ao mesmo tempo, com textos bons sobre a música mundial seria o primeiro passo para consolidar uma publicação musical no país. O samba é o nosso rock, e não é pecado algum gostar das duas coisas. Quem se importa com os puristas?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9508360-111368114698987355?l=supersubfaturado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://supersubfaturado.blogspot.com/feeds/111368114698987355/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9508360&amp;postID=111368114698987355&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/111368114698987355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/111368114698987355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supersubfaturado.blogspot.com/2005/04/o-samba-o-nosso-rock.html' title='O samba é o nosso rock'/><author><name>Marcos Sergio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/__6HwWTkOnao/R4nd_Q8XU5I/AAAAAAAAAAs/EBZIV6fpiAc/S220/DSC00947.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9508360.post-111279234620253789</id><published>2005-04-06T05:43:00.000-07:00</published><updated>2005-09-10T10:14:25.990-07:00</updated><title type='text'>Cansei</title><content type='html'>Pois é, eu vivo para o trabalho mas ele não quer que eu o faça. Daí vivo escondido, vejo minha garrafa d'água sumir da mesa e evaporar num lixo qualquer por aí. O tempo eu perco de casa mesmo, pois dali ninguém vai pedir que eu suma ou deixe escapar uma folga relâmpago para andar pelas ruas do centro procurando nada. Aqui eu tô procurando nada, antes de tudo.&lt;br /&gt;E isso me cansa, sim. Como cansa pedir atenção e não ter tempo para aturar rejeição. Fatigado, enjoado, enojado, tudo numa pessoa só. Daqui a pouco eu me atiro desses andares daqui de cima porque em breve ninguém vai notar mesmo. Eu sou quase um fantasma, me tratam como um. Na verdade, talvez eu seja um mas ainda não percebi.&lt;br /&gt;O tempo não é iluminado, não, Oswald. Quando dá de ele correr contra você, não há quem o segure. Eu não o seguro mais, e nem mais seguro estou de pensar se gosto dele ou não. Talvez não. Tudo talvez, nada certo. Ou tudo certo, eu é que estou errado.&lt;br /&gt;Mas só acho, tô meio perdido, confuso nessas trocas, pois cansei de trocar. E agora eles e elas é que me trocam, e nem sei qual reação empregar, se há reação, se dá para entender alguma coisa.&lt;br /&gt;Eu não entendo mais nada, e como garantia antes até preferia me esconder, mas agora eu tenho nojo disso. Não quero que me escondam nem mais me perder por entre corredores salvando a pele e alguém, mais entidade que pessoa, de multa – que eu já paguei por nem sei o que na alma.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9508360-111279234620253789?l=supersubfaturado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/111279234620253789'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/111279234620253789'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supersubfaturado.blogspot.com/2005/04/cansei.html' title='Cansei'/><author><name>Marcos Sergio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/__6HwWTkOnao/R4nd_Q8XU5I/AAAAAAAAAAs/EBZIV6fpiAc/S220/DSC00947.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9508360.post-111198159151217032</id><published>2005-03-27T19:08:00.000-08:00</published><updated>2005-03-27T20:03:52.916-08:00</updated><title type='text'>Uma droga nova, please</title><content type='html'>As drogas alteram transitoriamente a personalidade. A definição não é minha, mas do Aurélio – trata-se de fuga costumeira de jornalistas procurar o dicionário para transformar um verbete em lide, quando não se tem idéia melhor para fazê-lo. Mas o objetivo de citar a(s) droga(s) como o primeiro substantivo deste texto é trazê-la para outro universo, o da criatividade, justamente essa idéia de alterar transitoriamente a personalidade, porque é esse o lance do ser "criativo". E está faltando isso, drogas e criatividade, para a música eletrônica. A Mixmag, a única revista endereçada aos clubbers e não aos DJs que sobreviveu, traz uma duvidosa capa com o herói Bez – o erro não é o personagem, mas a pauta: o ex-dançarino e tocador de maracas do Happy Mondays só está lá porque venceu o Big Brother britânico das celebridades. Por que o Bez? Porque não há novidade. Os outros destaques da mesma edição são o Daft Punk, o New Order, o Carl Cox e o Basement Jaxx – o mais novo, cujo álbum de estréia saiu em 1999. Cobrar novidades da cena eletrônica é um absurdo, porque ela deveria se movimentar por isso. Antes de mudar para Londres, em 2001, pensava na cidade como uma banda na garagem a cada esquina, mas fui surpreendido ao encontrar uma pick-up em cada quarto em alto de sobrado. A noite também me surpreendia, com a vibração que faltava naquelas bêbadas matinês roqueiras. Quatro anos depois, já em Itaquera, noto os dois grandes festivais do gênero, o Homelands e o Creamfields, esvaziados. O roteiro que cobre a noite na Inglaterra é frio, com quase os mesmos clubes e lugares que naquele tempo, sem nada de novo, nenhuma empolgação. Não é à toa que a escalação do Skol Beats é a mais desempolgante da história. Com exceção do Mylo, a grande novidade do ano não só no festival como na própria música eletrônica, o resto é o que sempre se vê por aqui, sem desmerecer gente boa mesmo como o Seb Fontaine, o Erick Morillo, o Pete Tong e o Chris Liebing. O que enrosca é que não dá gosto desembolsar 50 paus (quanto é o ingresso mesmo?) para ver esse povo que tem tocado muito por aqui. Dá saudade lembrar de outros anos, como o Groove Armada e o próprio Morillo, em um sensacional set em 2002, do Green Velvet há dois, de Basement Jaxx e Fischerspooner na ainda boa escalação do ano passado, embora borrada pela desorganização e uma desastrosa fila de duas horas para entrar no péssimo Sambódromo – com o sol nascendo naquele abril de 2002, no meio do set do  Mau Mau, é difícil imaginar um lugar melhor em São Paulo do que o Autódromo de Interlagos. O problema como já disse, mesmo que não explicitamente, não é da organização, mas dessa atual fase da música eletrônica. O festival até buscou uma novidade e trouxe o Mylo. De resto, a terra é a mesma arrasada pelo electro há três anos. As revistas do gênero somem e viram ou algo bem especializado (DJ World e Jockey Slut) ou transitam perigosamente no terreno dos famosos. E (perdão Zoyd, li o seu texto, mas essa conclusão é anterior ao que você escreveu) medalhões como Fatboy Slim, Moby, Prodigy e Chemical Brothers moldam discos sem criatividade e cheios de referência para repetirem seus velhos sucessos em estádios mornos, como aconteceu no ano passado com o duo britânico que entrou na história incendiando o Heavenly Social em Londres. Tudo isso não tem nada a ver com o início da cena, o verão do amor de 1988 quando o ecstasy chegou às massas, quando ninguém entendia como um clube fecha as portas e a festa continua nas ruas, numa quinta-feira de fechar o trânsito. Era uma galera aditivida que transmitia aos músicos a empolgação para que nos estúdios isso se transformasse no som das pistas, a química de gravar sons num estado sóbrio mas que leve sensações para a massa entorpecida dançar – cito um músico do The Shamem que disse que era impossível gravar sob o efeito do ecstasy, pois o máximo que conseguiria seria abraçar os técnicos e repetir o tempo inteiro que os amava. A história da música é toda feita disso, desde o jazz (e a heroína e a cocaína), o flower power (e a maconha), o heavy metal e o punk (e o speed) e por fim o ecstasy (a música eletrônica, ora). Desde 98 e a superpotente pastilha com o símbolo da Mitsubishi (na época, foi dito que a pílula salvou a nação clubber) nada mais acontece, e a música, eletrônica ou não, definha. E o Hunther Thompson morreu. Alguma droga nova tem que aparecer para vir nos salvar desse calvário.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9508360-111198159151217032?l=supersubfaturado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/111198159151217032'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/111198159151217032'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supersubfaturado.blogspot.com/2005/03/uma-droga-nova-please.html' title='Uma droga nova, please'/><author><name>Marcos Sergio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/__6HwWTkOnao/R4nd_Q8XU5I/AAAAAAAAAAs/EBZIV6fpiAc/S220/DSC00947.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9508360.post-111145560559946194</id><published>2005-03-21T17:38:00.000-08:00</published><updated>2005-03-21T17:40:05.603-08:00</updated><title type='text'>O nada, antes de tudo</title><content type='html'>Segundas como esta eram para ser de outro tipo. Chove, mas faz calor. No jornal, o Cony fala sobre o nada, os cronistas falam da valentia, da raça e da técnica do Corinthians, que venceu, foi bem e foi Corinthians. Eu já rezei para que todas as semanas começassem numa segunda-feira assim, de vitória alvinegra e chuva. Porque gosto de ver o asfalto secar enquanto folheio o jornal em busca do mesmo assunto (o jogo que já vi e quero ver alguém comentar) ou do nada do Cony. Quando de Cumbica saí em um ônibus em direção à minha casa, recém-chegado da Bolívia, dei valor ao verde que margeia o Tietê (só mato, mas na Bolívia quase nem isso há) e ao muro que ostenta as conquistas do time do Parque São Jorge. E ao Cony falando de uma árvore de Natal gigante da Lagoa que estava bem pior e sobre as mulheres, que cada vez mais belas estavam. E pensei como um argentino vendo os seus pibes jogarem uma bola qualquer numa rua qualquer do Belenzinho.&lt;br /&gt;Hoje eu só queria estar de volta, não só ver coisas desse dia repetidas. Estar numa viagem de volta, apagar essas preocupações que cessaram o final de semana e que fizeram a órbita tornar-se autista. Transformar a preocupação em só buscar nos jornais a mesma notícia da vitória do Corinthians e tornar-se menos sofredor quando meu time deixa sê-lo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9508360-111145560559946194?l=supersubfaturado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/111145560559946194'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/111145560559946194'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supersubfaturado.blogspot.com/2005/03/o-nada-antes-de-tudo.html' title='O nada, antes de tudo'/><author><name>Marcos Sergio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/__6HwWTkOnao/R4nd_Q8XU5I/AAAAAAAAAAs/EBZIV6fpiAc/S220/DSC00947.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9508360.post-111138343407357740</id><published>2005-03-20T22:36:00.000-08:00</published><updated>2005-03-20T22:14:52.816-08:00</updated><title type='text'>Filosofia de estrada</title><content type='html'>&lt;em&gt;"Desilusão, meu bem/quando acordou/estava sem ninguém"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Desta vez o perdão é por voltar no mesmo assunto, o que tem virado especialidade nos últimos dois anos (sempre falo das mesmas coisas, talvez isso explique um pouco a falta de freqüência nesta página). Mas não vivo das mesmas coisas, e isso já é uma outra história, outro post.&lt;br /&gt;Falo do Erasmo dos quatro CDs que comprei na última quinta bizarra, se bem que bizarra é essa situação de hoje, desde quinta ou quarta, sei lá – tudo bem, falemos de uma única coisa então, o(s) CD(s) do Erasmo, que são bons e aliviam uma parte desse troço estranho que me ataca o estômago e a cabeça e não me faz dormir sem nunca pensar nisso(s).&lt;br /&gt;Tudo bem, o combinado é apenas falar do(s) disco(s), vamos falar dele então. Tudo bem, vamos combinar outra coisa: vou escrever de um só, do “Amar pra viver ou morrer de amor”, de 1982, lindo de doer. O que é “Filosofia de estrada” (No baralho da vida/eu encontrei minha dama/na linguagem da estrada/a mulher que se ama/corra menos, rapaz/que é para vê-la bem mais), hein? Eu defendo homens que não são como eu, que dormem de cueca na sala (eu só durmo na sala, deixo para dormir assim quando subo no quarto), fingindo de surdo para os seus pepinos ou os de outra. Mas no fundo eles são assim que nem o Erasmo, que rasga um verso de boteco para defender a amada. E aí segue outra, “Mesmo que seja eu”, que tiro da cartola toda vez que alguém pede (aliás, alguém quer pedir?): você precisa de um homem/pra chamar de seu/mesmo que esse homem seja eu. Putz, dá para pensar, “o Erasmo é bem machista”, porque o tempo inteiro ele atazana a coitada por dormir sozinha, e deitar, e rolar, e procurar a “espada do salvador” (nem sei se ele pensou em algum duplo sentido aqui). Mas, se pode ser ele, por que contar a história da mulher que sofre de desilusão e da “fera” solidão?&lt;br /&gt;Tá, sem viagens, o Erasmo é de uma geração ensanduichada pelo iê-iê-iê e o liberalismo hippie que ele tentou passear (mas, ãh, não passeou). Então vez ou outra ele soltava um tom machista (em Mulher, do disco imediatamente anterior, ele dá um dez para a mulher, “rainha do lar”), e na época isso era bom de escutar, porque ele se achava um forte, e as mulheres o achavam assim. Daí o homem achou outro perfil, “sensível”, e abriu espaço para a mala música sertaneja. Lá só vem choro, traição, choro, traição que é um tema herdado da música brega-popular dos 70. E eis que é isso mesmo: o “sensível” é herança brega-setentista; o amor de mãe bonachão, do Erasmo oitentista; o resto, bem, culpe o Bruce, pois ele sabe falar de amor sem resvalar nem em um eixo nem outro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9508360-111138343407357740?l=supersubfaturado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/111138343407357740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/111138343407357740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supersubfaturado.blogspot.com/2005/03/filosofia-de-estrada.html' title='Filosofia de estrada'/><author><name>Marcos Sergio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/__6HwWTkOnao/R4nd_Q8XU5I/AAAAAAAAAAs/EBZIV6fpiAc/S220/DSC00947.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9508360.post-111138437109490518</id><published>2005-03-20T21:51:00.000-08:00</published><updated>2005-03-20T21:52:51.096-08:00</updated><title type='text'>Ele é o terror, ele é o Gil</title><content type='html'>Confesso que torci para que o Passarella cedesse e colocasse o Gil, por menos tempo que fosse, por menor que fosse sua participação. O Gil é um perdido como eu e meia-dúzia por aí. Ele vive deslocado, no campo e na vida. Toda vez que acorda para o jogo eu desperto junto e tento seguir seus dribles quase sempre pelo lado esquerdo do campo. E foi assim ontem, contra o Palmeiras. E foi assim por duas vezes que eu o vi em campo em 2004, contra o Criciúma e contra a Ponte. Tudo o que o Gil faz parece motivado por provar mais do que já provou. A ele não basta provar se é bom ou não; basta provar que ele decide. Ponto. Pausa. E para ele. Basta provar que ele é o Gil, e que tem história.&lt;br /&gt;E diga amém, Roger.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9508360-111138437109490518?l=supersubfaturado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/111138437109490518'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/111138437109490518'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supersubfaturado.blogspot.com/2005/03/ele-o-terror-ele-o-gil.html' title='Ele é o terror, ele é o Gil'/><author><name>Marcos Sergio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/__6HwWTkOnao/R4nd_Q8XU5I/AAAAAAAAAAs/EBZIV6fpiAc/S220/DSC00947.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9508360.post-111090163838904601</id><published>2005-03-15T07:46:00.000-08:00</published><updated>2005-03-15T07:47:18.396-08:00</updated><title type='text'>Vinte anos esta tarde</title><content type='html'>Fiquei surpreso ao acordar no dia 15 de março de 1985 e saber, pelo Bom Dia São Paulo, que o homem que tomaria posse àquela tarde não tomaria posse. Quem receberia as faixas do Figueiredo (quer dizer, não receberia _o último dos generais não quis) seria o ex-presidente da Arena, um homem que até pouco tempo antes nem filiado ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro era. Não encasquetei muito com essa hipótese. Para mim, o que valia era que o homem que derrubou o Maluf dois meses antes não iria assumir. Fiquei confuso, aquilo parecia enredo de novela: como? o cara vai passar mal logo na véspera da posse? Lembro do meu tio dizendo que o Maluf colocou veneno na hóstia que o Tancredo recebeu na missa (eu adoro essas viagens da povo em geral). E aqueles dias foram estranhos _teríamos um presidente ou não?&lt;br /&gt;Daí foram-se 36 dias, foi-se o Neves. Meu irmão chegou em festa em casa ("Quer dizer que amanhã não tenho que ir trabalhar?"), eu fiquei olhando a segunda-feira inteira para o céu imaginando o avião com o corpo do Tancredo passar. Passou? Não passou.&lt;br /&gt;Volta para 2005, um ano em que entendo melhor o mundo. E o se o Tancredo assumisse? E se o Sarney convocasse Diretas? E se o Brizola vencesse? E se o Ulysses expulsasse sua ambição?&lt;br /&gt;Enfim, acho que o Sarney foi a melhor solução, sim. Porque ele era o conservador querendo provar que era possível confiar nele. Deu ao Brasil a liberdade que faltara nos 21 anos anteriores àquele 1985. Proporcionou uma Constituinte livre como nunca se vira e segurou as pontas para a eleição esquizofrênica de 1989, que culminou com um segundo turno entre capital (a máquina televisiva-corporativa de Collor) e trabalho (o metalúrgico Lula).&lt;br /&gt;Deixou o país em uma hiperinflação depois de nos emprestar um pouquinho de sonho com aquela história do Cruzado _comprava as tabelas da Sunab encartadas no jornal para cobrar do homem da mercearia preços razoáveis.&lt;br /&gt;Eis as qualidades de sua gestão: restabeleceu a democracia, em uma transição sem atropelos e com maturidade para encarar um impeachment dois anos depois; a cultura de pesquisa de preços, não por acaso base de sustentação do Plano Real; outra cultura, a antigolpista, que barrou interesses e sustentou o vice legal.&lt;br /&gt;Resumindo: em 20 anos, a gente é muito mais um país de verdade. E deve um pouco disso ao Sarney.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9508360-111090163838904601?l=supersubfaturado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://supersubfaturado.blogspot.com/feeds/111090163838904601/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9508360&amp;postID=111090163838904601&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/111090163838904601'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/111090163838904601'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supersubfaturado.blogspot.com/2005/03/vinte-anos-esta-tarde.html' title='Vinte anos esta tarde'/><author><name>Marcos Sergio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/__6HwWTkOnao/R4nd_Q8XU5I/AAAAAAAAAAs/EBZIV6fpiAc/S220/DSC00947.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9508360.post-111089976874245362</id><published>2005-03-15T07:15:00.000-08:00</published><updated>2005-03-15T07:16:08.746-08:00</updated><title type='text'>Metrô, eu te odeio</title><content type='html'>Sou mais uma sardinha no meio do um milhão que se espreme todas as manhãs. Para o Metrô, eu sou uma sardinha, você é uma sardinha, nós somos várias sardinhas. Dá para se sentir assim às 6h, às 7h, às 8h, às 9h... e às 17h, às 18h, às 19h, às 23h. O Metrô _a desculpa esfarrapada da classe média que não usa transporte público mas diz que o defende, lógico, sem deixar o carro na garagem_ não sai do lugar há 17 anos, desde que o Tarzan bateu em uns neguinhos que foram até a distante estação Itaquera gritar contra o Quércia. Ou você acredita que o Metrô da Paulista facilita alguma coisa, com aqueles intervalos gigantes que fazem você perder o filme e alguns amigos (já sofri isso)? Ou é um dos cegos que enxergaram inversão de valores ao ver um dos tucanos entregar aquela insanidade que é a linha do Capão? Não tapem seus olhos, nosso Metrô tem a mesma idade que o da Cidade do México sem um quarto de sua extensão. A tal da sua qualidade se perdeu no meio dos 80 e é o tipo de obviedade que virou verdade depois de repetida, repetida, repetida. Por quantas vezes alguém já não falou no seu ouvido que "o nosso é o melhor do mundo"? Em limpeza? Nem assim. O de Santiago (construído a partir de 1979) é mil vezes melhor. Ah, e mais extenso. A gente se engana quando enxerga umas maquininhas cavando buraco na Rebouças achando que aquilo sai até 2007. Ah, tá bom. Desde que os tucanos chegaram ao poder o trem não anda _não falo da eleição do Covas, em 1994, mas da de Franco Montoro em 1982. Vamos refrescar a memória: em 1987, o Montoro, que viria a ser fundador do PSDB em 88, inaugurou sua única obra com trilhos eletrificados: os trilhos eletrificados. Sim, sem nenhuma estação. Em seguida, Covas (inaugurou a até hoje inacabada estação Vila Madalena) e Alckmin (a piada linha 5) só reforçaram o emblema. Os vagões hoje contêm outra piada, que é o mapa das linhas de transportes metropolitanos. Metade delas não existe ou existem bem precariamente. Veja só: são seis linhas da CPTM sendo que só uma funciona decentemente, a Expresso Leste (ainda assim, sugiro que peguem um trem nos horários de pico, como eu faço). As brincadeira são as linhas 4 (até Taboão da Serra! Rarara!), 3 (um trecho de duas estações licitados para uma linha que está no papel DESDE 1984!) e o restante da 5, que nem licitado está e que dará cara de linha ao trem que corre para o nada no Capão. Hoje eu espremi meu guarda-chuva contra as pernas enquanto fui espremido por dezenas que não queriam se atrasar. Choveu, o trem parou. Cansei dessa história. Ninguém merece o Metrô.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9508360-111089976874245362?l=supersubfaturado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/111089976874245362'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/111089976874245362'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supersubfaturado.blogspot.com/2005/03/metr-eu-te-odeio.html' title='Metrô, eu te odeio'/><author><name>Marcos Sergio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/__6HwWTkOnao/R4nd_Q8XU5I/AAAAAAAAAAs/EBZIV6fpiAc/S220/DSC00947.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9508360.post-111083468496590915</id><published>2005-03-14T13:09:00.000-08:00</published><updated>2005-03-14T13:12:35.650-08:00</updated><title type='text'>(Não) é o que (não) pode ser</title><content type='html'>&lt;em&gt;"Your kiss so sweet&lt;br /&gt;Your sweat so sour&lt;br /&gt;Sometimes I'm thinking that I love you&lt;br /&gt;But I know it's only lust"&lt;br /&gt;Gang of Four, em Damaged Gods&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;"O teu beijo é tão doce/o teu suor é tão salgado/às vezes acho que te amo/às vezes acho que é só sexo"&lt;br /&gt;Titãs, em Corações e Mentes&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;"Trata-se de um plágio"&lt;br /&gt;Titãs, sobre a "semelhança", em entrevista à Bizz (novembro de 1991)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Há um erro histórico por aí.&lt;br /&gt;Como, por que raios deram de achar que o Titãs é só uma banda pretensiosa e chata, quando dois dos grandes discos do rock nos anos 80 foram produzidos pelos caras? Mais: quando eles são a grande banda pós-80 deste país?&lt;br /&gt;Pois é, eles fizeram música para a massa copiando o que de mais moderno existia fora deste Brasil-sil-sil. Parte de uma linhagem de músicos e poetas que seguiam o que de mais criativo a cena paulistana-brasileira produzia àquele começo de década de 80.&lt;br /&gt;É de 82, dois anos antes de os oito gravarem seu debut, o disco com Aguillar e a Banda Performática. Lá estão composições de Miklos e Arnaldo, tocadas por Lanny Gordin _meu interesse por ele surgiu ao ouvir "A Todo Vapor", de Gal, neste começo de 05.&lt;br /&gt;Entende? Nos anos 80 eles eram endeusados por produzirem "música inteligente"; nos 90, foram crucificados pelos defensores da linhagem burra de música brasileira que produziu Raimundos, Little Quail &amp;amp; the Mad Birds e uma porrada de outras bobagens.&lt;br /&gt;Neste inferno de redescobrimentos oitentistas destes anos 00, ainda não há lugar para os Titãs. Note: mesmo com o punk funk dominando as paradas indies planetárias nos dois últimos anos. Ouça "O Que", de Cabeça Dinossauro (1986), todo o Jesus Não Tem Dentes no País dos Banguelas (1987) ou Õ Blesq Blom (89). São discos de referências cabeçóides, sim, mas perfeitamente sintonizados com o que melhor a música dos anos 80 produzia. Lá estão teclados, world music, letras sociais para pensar ou não pensar (sem mensagens messiânicas, como o rival que sobrou, o Legião) e rock, sim. Muito rock. Porque eles revertiam o padrão dos que exigem hoje só guitarras pesadas para comprovar que é moderno e redentor e transgressor o que sai das guitarras. Lá o rock existe mas sem essas necessidades. Inovar era rock, ok?&lt;br /&gt;Eu lembro que o cabelo raspado pelos lados do Arnaldo Antunes era referência do que de moderno existia para mim no mundo. E isso completamente isolado numa Itaquera sem TV a cabo nem revistas estrangeiras (eu nem mesmo sabia ler em inglês). Ao saber que Corações e Mentes era um plágio de Damaged Gods, ri mas também quis saber quem era o Gang of Four da original. E era música de massa, com referências de primeiro mundo agora.&lt;br /&gt;Hoje, quais são as influências mesmo? Onde reside toda essa raiva e até quando vai durar esse limbo que confina caras tão talentosos? Eles tocavam no Chacrinha, no Perdidos na Noite, no Bolinha, no Barros de Alencar, no programa do Tadeu Jungle... Eles não se escondiam, só queriam o showbizz. &lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9508360-111083468496590915?l=supersubfaturado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://supersubfaturado.blogspot.com/feeds/111083468496590915/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9508360&amp;postID=111083468496590915&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/111083468496590915'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/111083468496590915'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supersubfaturado.blogspot.com/2005/03/no-o-que-no-pode-ser.html' title='(Não) é o que (não) pode ser'/><author><name>Marcos Sergio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/__6HwWTkOnao/R4nd_Q8XU5I/AAAAAAAAAAs/EBZIV6fpiAc/S220/DSC00947.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9508360.post-111074206158474180</id><published>2005-03-13T11:25:00.000-08:00</published><updated>2005-03-13T11:27:41.586-08:00</updated><title type='text'>Desculpas</title><content type='html'>Perdoe-me por voltar atrás no que foi escrito poucas linhas abaixo.&lt;br /&gt;O disco novo do Manic Street Preachers, Lifeblood, é ótimo. Talvez inspirado por uma audição preguiçosa e repleta de preconceitos, reforcei o que críticos preguiçosos e preconceituosos haviam disparado antes.&lt;br /&gt;Pois o álbum é bom de ouvir cinco, seis vezes. Até o que parece brega à primeira audição torna-se bom, bem trabalhado, o melhor disco do MSP desde Everything Must Go, de 1996 (meio que torci o nariz para o que veio depois, mas queria desmentir isso, por mais que não pudesse – em Lifeblood, rendido à primeira impressão, caí do cavalo). Não acho mais músicas fracas e ouço músicas cantadas como há tempos eu não ouvia.&lt;br /&gt;Até o que achava ridículo hoje é simples, direto e belo – malhei Glasnost e neste domingo é quase uma favorita, ao lado de I Live To Fall Asleep.&lt;br /&gt;Enfim, eu já rezei pela cartilha de não ter medo de arrependimentos, mesmo que os acompanham ressacas físicas e morais e eis aqui um pedido de desculpas. Lifeblood é nota 7.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9508360-111074206158474180?l=supersubfaturado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://supersubfaturado.blogspot.com/feeds/111074206158474180/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9508360&amp;postID=111074206158474180&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/111074206158474180'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/111074206158474180'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supersubfaturado.blogspot.com/2005/03/desculpas.html' title='Desculpas'/><author><name>Marcos Sergio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/__6HwWTkOnao/R4nd_Q8XU5I/AAAAAAAAAAs/EBZIV6fpiAc/S220/DSC00947.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9508360.post-111029609434077413</id><published>2005-03-08T07:34:00.000-08:00</published><updated>2005-03-08T07:34:54.343-08:00</updated><title type='text'>Sanguinho velho</title><content type='html'>Esqueça o passado. Pensei assim, ao ouvir os 45 minutos do novo álbum do Manic Street Preachers, que tinha tudo para ser muito bom _ótimo produtores, ótima produção, os dez anos sem Richey dominando a imprensa musical. Enfim, 2005 poderia ser o ano deles, again.&lt;br /&gt;¦Pois bem: poderia. Porque Lifeblood, apesar de capa e título lindos, não empolga. Estão lá influências velhas (o bom e velho punk funk de Gang of Four) e novas (o bom e velho punk funk de Gang of Four _não é brincadeira!) e nem tão novas (os teclados deslocados dos 80, o clima Bowie da produção bowieana). Mas as letras derrapam; as interpretações de James Dean Bradfield, também. Dá vontade de ouvir um de seus gritos entre os refrões, mas não: ele prefere cantar bem _e canta muito bem, sim, mas não é sobre a qualidade dos cantos que os roqueiros deitam. E as letras? Algumas envergonham, como Empty Soul (o título também é ótimo, mas a alma é vazia) e Glasnost. Outras ainda são o melhor de Nick Wire, o cara mais bacana do rock _tente Love of Richard Nixon, linda.&lt;br /&gt;¦Bom, Lifeblood não é de todo ruim. Digamos que ele é um problema de estratégia. O MSP nos abasteceu demais com o passado nos últimos anos. Nos deu Forever Delayed, com um ótimo disco de remixes de brinde. E Lipstick Traces, a coletânea de lados B de 2003, é absurda. Sem entrar no detalhe do lançamento da edição comemorativa dos dez anos de Holy Bible no mesmo mês de lançamento do último álbum.&lt;br /&gt;¦A impressão é de que nem o próprio Manics acreditava em Lifeblood. Nas últimas entrevistas, eles preferem mais falar sobre o velho e indispensável disco de 1994 do que do futuro ou do presente. É a escolha deles, enfim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9508360-111029609434077413?l=supersubfaturado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://supersubfaturado.blogspot.com/feeds/111029609434077413/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9508360&amp;postID=111029609434077413&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/111029609434077413'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/111029609434077413'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supersubfaturado.blogspot.com/2005/03/sanguinho-velho.html' title='Sanguinho velho'/><author><name>Marcos Sergio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/__6HwWTkOnao/R4nd_Q8XU5I/AAAAAAAAAAs/EBZIV6fpiAc/S220/DSC00947.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9508360.post-110987484573378890</id><published>2005-03-03T10:32:00.000-08:00</published><updated>2005-03-03T10:35:11.166-08:00</updated><title type='text'>Quiet is The New Loud</title><content type='html'>Alguém aí conhece o Kings of Convenience? O KOC é uma banda escondida, quase obscura, do início dos anos 00. O Kings of Convenience gosta de tudo calminho, simplezinho, com letrinhas que falam de pessoazinhas drogadinhas que não são felizinhas e se estrepam (tem uma que é linda, não fosse o tom pastor: Toxic Girl). Foi adotada por modernos em busca de calma, calmaria de Cafe Del Mar. Queriam mais era Ibiza, mas a ilha cansou, anos 90 demais, sabe? Daí inventam que o zero zero é só de revival, mas não é. Nossa era é a de revoluções internas, de menos farra e barulho. As explosões são tão tímidas que se arrastam por menos de um ano. Todo mundo acha velho demais sair à noite para conhecer alguém. E sou anos 90 demais nesse sentido, mas acho que tô cansando. Todo mundo é menos farra do boi, e os reis da conveniência são os reis do pedaço nessa era jeca. Tá faltando fumaça no pedaço, tá faltando lata de cerveja no bolso da camisa, tá faltando gente sozinha e humilhada voltando para casa (nossa, peguei pesado). Enfim, tá todo mundo precisando sofrer um pouquinho porque essa época de poucos riscos dá no saco. Dá para viver só com a rede sem ter calafrios quando o telefone tocar. Alguém me manda para o Pacaembu, por favor?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9508360-110987484573378890?l=supersubfaturado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://supersubfaturado.blogspot.com/feeds/110987484573378890/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9508360&amp;postID=110987484573378890&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/110987484573378890'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/110987484573378890'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supersubfaturado.blogspot.com/2005/03/quiet-is-new-loud.html' title='Quiet is The New Loud'/><author><name>Marcos Sergio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/__6HwWTkOnao/R4nd_Q8XU5I/AAAAAAAAAAs/EBZIV6fpiAc/S220/DSC00947.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9508360.post-110874221606872757</id><published>2005-02-18T07:55:00.000-08:00</published><updated>2005-02-18T07:56:56.070-08:00</updated><title type='text'>Um lugar onde as pessoas sejam loucas...</title><content type='html'>Há uma nova ordem por aí, que pode ser velha e tal, mas hoje é nova. Sim, porque as ondas vêm e vão e nunca são as mesmas, como diria o Nelson e o Luís (nossa, que brega isso). Mas, tá: a nova ordem estava no show de um Júpiter Maçã libertado das viagens de ácido e de ego. Quer dizer, ele ainda deve tomar ácido e ter um ego gigante, mas tudo está no lugar agora. Ontem, era o lugar certo, não fossem as cadeiras que confinavam o público a assistir o show sentado. Até lembrei do Spiritualized no Hammersmith Odeon em 2001, mas ali não tinha como ser de pé (era tanto estrobo na cara que muita gente poderia desmaiar, sério). E o Júpiter toca baixo como ninguém, em músicas como ninguém já fez senão ele, em improvisações que até o mais maluco dos arnaldos jamais faria. Superchapadas, como em Essência Interior. O Júpiter de ontem é daqueles de lembrar daqui a dez, quinze anos, e ter vontade de estar lá de novo para ver igual, sem se importar que as ondas não são mais as mesmas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9508360-110874221606872757?l=supersubfaturado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://supersubfaturado.blogspot.com/feeds/110874221606872757/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9508360&amp;postID=110874221606872757&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/110874221606872757'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/110874221606872757'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supersubfaturado.blogspot.com/2005/02/um-lugar-onde-as-pessoas-sejam-loucas.html' title='Um lugar onde as pessoas sejam loucas...'/><author><name>Marcos Sergio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/__6HwWTkOnao/R4nd_Q8XU5I/AAAAAAAAAAs/EBZIV6fpiAc/S220/DSC00947.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9508360.post-110851085128900723</id><published>2005-02-15T15:39:00.000-08:00</published><updated>2005-02-15T15:40:51.290-08:00</updated><title type='text'>O amor com prazo de validade</title><content type='html'>O amor não é algo assim fácil. Se fosse só decidir com quem ficar ou não, não seria amor, seria bazar _lá eu me decidiria por vantagens ou preços. Bah, amor não tem vantagem nem preço.&lt;br /&gt;Mas amor tem tempo, validade. O de antes pode não se esgotar na espera. Mas eu não quero mais esperar, então me esgoto. E vejo ele acenar lá do bar, as garrafas vazias sobre a mesa, e eu nem me decidir quando ele resolve dizer o que eu queria ouvir.&lt;br /&gt;Eu já ouvi essa história. E nem sei qual história me interessa. Se prefiro nenhuma ou uma nova.&lt;br /&gt;Só deixo tudo acontecer. Quero mexer nos quadros e no pacote embalado em caixas de plástico, espirrar e chorar pelo pó que ele levantar. Só isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9508360-110851085128900723?l=supersubfaturado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://supersubfaturado.blogspot.com/feeds/110851085128900723/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9508360&amp;postID=110851085128900723&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/110851085128900723'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/110851085128900723'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supersubfaturado.blogspot.com/2005/02/o-amor-com-prazo-de-validade.html' title='O amor com prazo de validade'/><author><name>Marcos Sergio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/__6HwWTkOnao/R4nd_Q8XU5I/AAAAAAAAAAs/EBZIV6fpiAc/S220/DSC00947.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9508360.post-110722952452760842</id><published>2005-01-31T19:44:00.000-08:00</published><updated>2005-01-31T19:45:24.526-08:00</updated><title type='text'>Um pouco de brilho, please</title><content type='html'>Homens são nada práticos, vivem de fórmulas. Eles pedem um gosto que nem sabem bem qual é de volta e dizem não a qualquer lampejo de futuro. Os homens, mulheres, não perguntam por não saber o que perguntar, mas por temer a resposta. A vida é cheia de casos assim.&lt;br /&gt;E todo mundo é um pouco o Jim Carrey vestido como criança para não perder a Kate Winslet de vista enquanto as lembranças se apagam. É meio dependente de um único amor, o mais forte de todos ou o que te derrubar primeiro. Querem refúgio como quem prefere fugir primeiro.&lt;br /&gt;O duro é quando não há mais lugar onde se esconder. Daí aparece o passado, e o passado é tão vazio quando não se há companhia. Olhe lá as obras de dois grandes caras, EC e RC. Ao fim do interminável “Como Dois e Dois São Cinco” (sugestão: só leia se for muito fã dos dois ou do autor, é uma análise acadêmica da obra, nada a ver com suas histórias), a conclusão é de que a tristeza venceu, uma história terminou. Os dois não são mais os parceiros de antes (lá estão em seus discos músicas que não emprestam o nome do irmão-camarada) nem têm mais as parceiras de sempre. Eles procuram fugir, mas não há esconderijo.&lt;br /&gt;EC é o grande homem que o tempo venceu. Aqui no Brasil, desde os anos 60, pouco ou nada é desbancado. Não há rupturas (a última, e menor, foi a do rock dos 80 que sepultou Erasmo), e as releituras só ouvem os esquecidos pelo rádio que não eram vaiados pela mídia.&lt;br /&gt;Erasmo fez jogo duplo. Passeou pelos 70 como quem grita sem precisar gritar. Ele era contra, mas tudo bem, ficava só nisso. Bandeira verde. Eu era criança quando virou star, colado em Rita Lee, que amava também – era o rock que eu, 5, podia escutar.  Pega na mentira, dá um close só. Era moda dizer isso em casa, ao ouvir uma ou outra de minha irmã, 9. O Erasmo só falava da Narinha. Era ela para cá, ela para lá... O Daniel Azulay perguntava algo, e ele a falar da Narinha. E eu lá, criança: putz, ele gosta mesmo dessa mulher. Daí a Narinha se foi, primeiro com um tiro, depois com a separação e então o veneno fatal. O EC que vendeu 300 mil nem passava do quinto milhar, e o seu refúgio “brilho eterno” não existia mais. Ele ainda é uma criança, só com um buraco no meio.&lt;br /&gt;E o Roberto? Era ritual no Natal abrir o disco da minha irmã, 15, miss Morita, e pôr na vitrola portátil Philips para tocar em 33 RPM e 78 RPM, só para ouvir o RC cantar igual pato feio. Todo ano eu queria decorar aquelas músicas para cantar no chuveiro ou imitá-lo com um cabo de vassoura no quintal. Mas o RC era muito para mim, só queria ser igual o Daniel Azulay. Dezenove anos depois, eu o vi pela 1ª vez, chorando pela saúde de Maria Rita numa missa em Aparecida. Sem ela, dali a algumas semanas, pouco ou nada fez – regravou, tornou-se acústico, ao vivo. Deu tristeza ver apenas discos velhos a um dia do Natal em Salvador.&lt;br /&gt;E estou aqui a decidir se me agarro no passado ou vivo só mais um dia de cada vez, seguindo rumo AA sem participar de reuniões. Ou só ponho mais um disco na vitrola que conservo em meu quarto e me conformo em dizer que “tudo vai mal” e “tudo mudou, e não me iludo, contudo”.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9508360-110722952452760842?l=supersubfaturado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://supersubfaturado.blogspot.com/feeds/110722952452760842/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9508360&amp;postID=110722952452760842&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/110722952452760842'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/110722952452760842'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supersubfaturado.blogspot.com/2005/01/um-pouco-de-brilho-please.html' title='Um pouco de brilho, please'/><author><name>Marcos Sergio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/__6HwWTkOnao/R4nd_Q8XU5I/AAAAAAAAAAs/EBZIV6fpiAc/S220/DSC00947.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9508360.post-110557635172909082</id><published>2005-01-12T16:27:00.000-08:00</published><updated>2005-01-12T16:32:31.730-08:00</updated><title type='text'>Eu quero é samba no pé</title><content type='html'>Andei distante deste espaço pela ausência de um fio – suficiente para o passado mas não para essas mudanças repentinas e, ao mesmo tempo, planejadas destes dias – e por uma preguiça e outra virose contraídas durante a visita nos Estados de nosso norte e nordeste. Tô de volta.&lt;br /&gt;O telefone não toca mais, mas eu não ligo. Preciso reorganizar da mesma maneira que coloquei os velhos livros empoeirados numa caixa com tampa, difícil de abrir. Não quero abri-los mais, não.&lt;br /&gt;Mas eu quero um samba. E ter calos nos pés. E sentir minha bota pulsar enquanto sou feliz. Tô aceitando um convite: pinga e mulata, dedo para cima. Onde é que é a festa neste fim, hein?&lt;br /&gt;PS: tem um sisteminha de comments novo aí, dá para comentar sem ser do blogger.com, viu?&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9508360-110557635172909082?l=supersubfaturado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://supersubfaturado.blogspot.com/feeds/110557635172909082/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9508360&amp;postID=110557635172909082&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/110557635172909082'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/110557635172909082'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supersubfaturado.blogspot.com/2005/01/eu-quero-samba-no-p.html' title='Eu quero é samba no pé'/><author><name>Marcos Sergio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/__6HwWTkOnao/R4nd_Q8XU5I/AAAAAAAAAAs/EBZIV6fpiAc/S220/DSC00947.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9508360.post-110450134832558270</id><published>2004-12-31T05:52:00.000-08:00</published><updated>2004-12-31T05:55:48.326-08:00</updated><title type='text'>Fernando Mendes, que medo</title><content type='html'>"Quero beijar tua boca/moder tua língua/furar teus olhos/te acorrentá-la"&lt;br /&gt;Que medo dessa música do Fernando Mendes. Ele é a antítese do pernambucano normal, esse apaixonado daí de cima. Porque existe aquela divisão, de apaixonados e doentes, que existe até em torcida de time de futebol. O FM dessa letra é dos poucos que não sabem separar uma da outra. Ela é a trilha dos homicidas passionais que cometem crimes sem saber por quê.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9508360-110450134832558270?l=supersubfaturado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://supersubfaturado.blogspot.com/feeds/110450134832558270/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9508360&amp;postID=110450134832558270&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/110450134832558270'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/110450134832558270'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supersubfaturado.blogspot.com/2004/12/fernando-mendes-que-medo.html' title='Fernando Mendes, que medo'/><author><name>Marcos Sergio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/__6HwWTkOnao/R4nd_Q8XU5I/AAAAAAAAAAs/EBZIV6fpiAc/S220/DSC00947.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9508360.post-110450111947002644</id><published>2004-12-31T05:21:00.000-08:00</published><updated>2004-12-31T05:51:59.470-08:00</updated><title type='text'>Galega...</title><content type='html'>O pernambucano é um tipo barrigudo e pinguço e que ama as mulheres. Deveria ser a definição típica de um macho, mas é só a de um pernambucano. Porque, sabe-se lá por qual motivo, eles têm o prazer de expressar isso – seja nas músicas ou na vida mesmo. Para eles, nada mais vale que o amor pela galega.&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;A primeira lição foi de Fred Zero Quatro, em 1994, no elogio ao amor preguiçoso de Musa da Ilha da Grande. Mais tarde, amarrou-se na paixão de botequim e violão de Meu Esquema ("ela é o meu domingão de sol"). Depois tem o Xico Sá, o homem mal-diagramado que declama e faz cair de amores as mulheres de São Paulo. É dele o repente de todas as noites, bêbadas ou não.&lt;br /&gt;E tem o nosso presidente, que é daqui também. Para ele não há amor maior que o da galega. Em Entreatos, ele senta no tapete com a Marisa, de mãos dadas como um noivo pós-casamento. E há a cena em que descreve o dia em que saiu da concessionária com uma TL, de banco reclinável, só para impressionar a galega, que, sim, ficou impressionada. Essa paixão cinquentona dos dois em nada lembra a relação profissional de Fernando e Ruth. Essa paixão é nossa e de Pernambuco.&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;A garçonete de coque e cabelo avermelhado passeava no restaurante mexicano sem descobrir que aquele penteado e aquele tom saíram de moda em 1996 ou 1997 – quando mulheres falíveis como ela se esforçavam para dizer que não eram tão falíveis assim, tatuando um ou outro dragão no braço. Mas deu vontade de desamarrar aquele coque, me aprofundar naquele vermelho e me importar pouco se o ano não é aquele do penteado. E de publicar um anúncio chamando-a para dividir um puxadinho num canto qualquer, aqui ou em Itaquera. Mas fiquei no daí de cima. &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9508360-110450111947002644?l=supersubfaturado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://supersubfaturado.blogspot.com/feeds/110450111947002644/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9508360&amp;postID=110450111947002644&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/110450111947002644'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/110450111947002644'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supersubfaturado.blogspot.com/2004/12/galega.html' title='Galega...'/><author><name>Marcos Sergio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/__6HwWTkOnao/R4nd_Q8XU5I/AAAAAAAAAAs/EBZIV6fpiAc/S220/DSC00947.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9508360.post-110449765604304038</id><published>2004-12-31T04:51:00.000-08:00</published><updated>2004-12-31T04:54:16.043-08:00</updated><title type='text'>Procuro</title><content type='html'>Mulher solteira, modelo 96/97. Bom estado. Tatuagem opcional. Que beba, chore e deixe chamá-la de galega, mesmo que não tenha cachos loiros. Tratar aqui.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9508360-110449765604304038?l=supersubfaturado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://supersubfaturado.blogspot.com/feeds/110449765604304038/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9508360&amp;postID=110449765604304038&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/110449765604304038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/110449765604304038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supersubfaturado.blogspot.com/2004/12/procuro.html' title='Procuro'/><author><name>Marcos Sergio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/__6HwWTkOnao/R4nd_Q8XU5I/AAAAAAAAAAs/EBZIV6fpiAc/S220/DSC00947.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9508360.post-110442430328941041</id><published>2004-12-30T08:04:00.000-08:00</published><updated>2004-12-30T08:31:43.290-08:00</updated><title type='text'>Um trono para Wayne</title><content type='html'>No sábado, meio cheio do Natal em Salvador (a mina do albergue extorquiu 40 reaus de cada um para um festinha meia-boca. Não participei, mas tomei cerveja dos gringos sem trocar os presentes), fui ao cinema assistir Bob Esponja. O filme era comentário de amigos no domingo anterior e uma das missões de fim de ano. Quer saber? Melhor ficar com os episódios e etc, que são bem mais interessantes. Do filme, resta o retardado do Bob e a princesinha dublada pela Scarlett Johanson. O Patrick tem aquele desempenho de sempre, meio o Dedé Santana do Bob. Mas a cena dele apaixonado pela princesinha é demais.&lt;br /&gt;Só não digo que vale o filme porque o melhor é quando começam a subir os créditos. E daí surge Sponge Bob e Patrick contra alguma coisa, que é a música feita pelo Flaming Lips especialmente para o filme. Por uma suposição, penso que deve ter sido feita para uma cena especial, cortada logo depois de o filme ser editado. Deve aparecer nos extras do DVD.&lt;br /&gt;Nela, Wayne Coyne continua com o seu sotaque de Neil Young e o som mezzo esquizofrênico mezzo suave de sua banda. Desde que nasceram, no quase hardcore dos anos 80, eles apenas experimentam a evolução. Depois de construir um clássico, Transmission from the Sattelite Heart, emendaram com um trabalho obscuro (Zareeka, quatro CDs para serem ouvidos simultaneamente que ninguém ouviu, numa viagem sem comparações na história do rock) e outro clássico, ainda maior e melhor – Soft Bullettin, de 1999.  Yoshimi Battles of Pink Robots, de 2002, não é melhor nem pior, segue na mesma trilha. Não é clássico, pois pouco acrescenta ao inventado três anos antes. Mas é o trabalho que conduziu o FL de volta ao mainstream. Sim, eles tiveram a sorte do Pulp em 1996, ao serem escalados para tapar o buraco de outra banda num dos megafestivais britânicos (no caso, os estourados White Stripes). E, por fim, chamaram a atenção por shows sangrentos e com bichinhos de pelúcia, o que em resumo pode parecer besta e bestial, como técnicos de futebol adoram ser tratados no auge e no auge das crises.&lt;br /&gt;Na busca por bandas no cume, eu não encontro paralelos à posição do Flaming Lips. Eles são a melhor banda de rock no mundo hoje. A que mais evoluiu, a que mais dá orgulho de gostar (assim como no futebol dá orgulho de torcer pelo Corinthians depois da campanha de 2004). Mal comparando, parece que aquela ascensão do U2 pós-Actung Baby, quando tudo que eles tocavam pareciam virar algo dourado. Era assim nas turnês, nas trilhas sonoras, nos discos. Já o Flaming Lips contenta-se em ser grande apenas no Reino Unido. Dane-se. A música deles o tornam mais cosmopolitas que o papa. Pode ser algo misturado na pele de seus bichos fofos.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9508360-110442430328941041?l=supersubfaturado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://supersubfaturado.blogspot.com/feeds/110442430328941041/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9508360&amp;postID=110442430328941041&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/110442430328941041'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/110442430328941041'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supersubfaturado.blogspot.com/2004/12/um-trono-para-wayne.html' title='Um trono para Wayne'/><author><name>Marcos Sergio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/__6HwWTkOnao/R4nd_Q8XU5I/AAAAAAAAAAs/EBZIV6fpiAc/S220/DSC00947.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9508360.post-110436618799308215</id><published>2004-12-29T16:14:00.000-08:00</published><updated>2005-09-10T10:23:53.426-07:00</updated><title type='text'>Eu quero é falar de música</title><content type='html'>...porque 2004 foi político e sentimental demais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9508360-110436618799308215?l=supersubfaturado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://supersubfaturado.blogspot.com/feeds/110436618799308215/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9508360&amp;postID=110436618799308215&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/110436618799308215'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/110436618799308215'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supersubfaturado.blogspot.com/2004/12/eu-quero-falar-de-msica.html' title='Eu quero é falar de música'/><author><name>Marcos Sergio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/__6HwWTkOnao/R4nd_Q8XU5I/AAAAAAAAAAs/EBZIV6fpiAc/S220/DSC00947.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9508360.post-110415989269186904</id><published>2004-12-27T06:52:00.000-08:00</published><updated>2004-12-27T07:04:52.690-08:00</updated><title type='text'>Fritar, só os pés</title><content type='html'>Antes que o sol queimasse ainda mais meus neurônios e me transformasse num autêntico representante das tropas do axé, decidi me exilar em um rancho à beira-mar em Olinda. Aqui dá a impressão de que o mundo gira, ainda, com o povo discutindo que há para se discutir na rua.&lt;br /&gt;Cadê o malandro falandro em inglês e amarrando fitinha no meu pulso sem eu pedir? Ora, aqui não há. As meninas aqui não mandam tchau, mas tem um sorriso para distribuir sempre que um pedido (que não é o de um sorriso) é feito ou realizado. Pois esse movimento realiza desejos, sim.&lt;br /&gt;Cadê o pôster do Antonio Carlos, não o Mussum (grande mestre) mas o Magalhães?. Ora, o jornaleiro aqui da frente tem coceiras só de ouvir esse nome. Aqui quem manda é a Luciana, do PC do B, numa das cinco cidades administradas pelos comunistas e a maior de todas. Lá na BA ninguém entende como o paulista vota no Maluf até cansar (e parece que enfim eles cansaram) mas não cansa de devotar amor ao painho. Vai entender. Aqui do lado eles têm João Paulo, que, além de boa gente, ganhou de lavada ainda no primeiro turno e foi para SP ajudar a Marta. Putz, e foi daqui que saiu o Otto, por quem larguei a irritação pela quase devoção – foi massa o que ele fez no VMB, como foi também o resultado de Sem Gravidade, um dos cinco grandes CDs do ano.&lt;br /&gt;Eu tenho a disposição de gostar das gêmeas Recife/Olinda antes de jamais ter pisado os pés sobre o asfalto quente daqui. Só o meu pé frita. Ainda bem. Preciso de ar para os neurônios.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9508360-110415989269186904?l=supersubfaturado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://supersubfaturado.blogspot.com/feeds/110415989269186904/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9508360&amp;postID=110415989269186904&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/110415989269186904'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/110415989269186904'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supersubfaturado.blogspot.com/2004/12/fritar-s-os-ps.html' title='Fritar, só os pés'/><author><name>Marcos Sergio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/__6HwWTkOnao/R4nd_Q8XU5I/AAAAAAAAAAs/EBZIV6fpiAc/S220/DSC00947.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9508360.post-110394067876548400</id><published>2004-12-24T17:58:00.000-08:00</published><updated>2004-12-24T18:11:18.766-08:00</updated><title type='text'>Tudo vai mal, tuuuuuuudo</title><content type='html'>Dezembro é o mês das manias do Roberto. Do especial de ano-novo e do disco anual. Este ano, como no da morte de Maria Rita, não, mas, ao contrário daquele, quando não houve nem sinal de produção do velho RC, este despejou um DVD sem graça – o show deve ter sido o máximo; a gravação, não. Mas Roberto, o querido, o velho, o amigo, vez ou outra dá de tecer reencontros. Em um deles, com o toca-CDs, tive de volta à mão parte da infância perdida em compactos de 7''.&lt;br /&gt;O melhor deles é o de 71. É uma obra de soul gospel, de baladas e desabafos. Ele ainda não havia decidido apenas pelos bolerões que fizeram dele a fama dos anos 70. Todos Estão Surdos faz hoje mais sentido que de costume (o amigo que ele suplica a volta é o nosso amigão Jesus Cristo). E o Caetano cantando pela voz de Roberto em Como Dois e Dois São Cinco é de arrepiar. Nunca um desabafo funcionou assim, como um telefone sem fio. O mano baiano monta uma letra para levar a mensagem para aqueles que entenderem, por quem jamais um censor poderia então entender.&lt;br /&gt;Tem uma coincidência no meio do reencontro que é o livro do PAS. Mas é coincidência, porque ele acontece após o estímulo do camarada Zoyd, principalmente o daquela noite maluca do show do Mundo Livre S/A, quando o louco deu de ouvir a música do Ronnie Von para eu jamais tirar do meu toca-discos (a versão do Otto, que é a grande figura deste 2004 que se encerra agora). Mas o livro do PAS é viajante demais, cai demais no próprio back fumado pelo jornalista. Não dá para compartilhar do mesmo vício que o colega do quarto andar. Já o Roberto dá a abertura para todas as interpretações possíveis. E é bom você ouvir para ter a sua da próxima vez que a gente conversar.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9508360-110394067876548400?l=supersubfaturado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://supersubfaturado.blogspot.com/feeds/110394067876548400/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9508360&amp;postID=110394067876548400&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/110394067876548400'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/110394067876548400'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supersubfaturado.blogspot.com/2004/12/tudo-vai-mal-tuuuuuuudo.html' title='Tudo vai mal, tuuuuuuudo'/><author><name>Marcos Sergio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/__6HwWTkOnao/R4nd_Q8XU5I/AAAAAAAAAAs/EBZIV6fpiAc/S220/DSC00947.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9508360.post-110375020739615828</id><published>2004-12-22T13:11:00.000-08:00</published><updated>2004-12-22T13:16:47.396-08:00</updated><title type='text'>Vem pro swing da côr</title><content type='html'>Taí eu mordendo outra vez a língua. Da última vez que pisei nesta terra, jurei que jamais voltaria a fazê-lo. Pois, à primeira vista, Salvador parece ótima. Mulatas dando tchau da janela do ônibus, um albergue jóinha do lado do Pelourinho e serviços decentes que não esperava encontrar por aqui. Mais a solidão de brinde.&lt;br /&gt;Eu me enganei ao não notar o Pelourinho da mesma forma que o argentino alegrou-se ao notar minha camisa do Boca e perguntar se era de sua terra ou não – detalhe: ele vestia a camisa do Flamengo. O mais interessante é o nome do café-internet, Pizza. Mais um detalhe: eles não servem pizza, apesar do nome.&lt;br /&gt;Tá, eu tô devendo um monte de coisas e queria ter disposição para pagar. Mas não tenho. Tô na preguiça. Tô na Bahia. Me dá um tchau de brinde?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9508360-110375020739615828?l=supersubfaturado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://supersubfaturado.blogspot.com/feeds/110375020739615828/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9508360&amp;postID=110375020739615828&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/110375020739615828'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/110375020739615828'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supersubfaturado.blogspot.com/2004/12/vem-pro-swing-da-cr.html' title='Vem pro swing da côr'/><author><name>Marcos Sergio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/__6HwWTkOnao/R4nd_Q8XU5I/AAAAAAAAAAs/EBZIV6fpiAc/S220/DSC00947.JPG'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9508360.post-110329202895577911</id><published>2004-12-17T05:58:00.000-08:00</published><updated>2004-12-17T06:00:28.956-08:00</updated><title type='text'>Lembra de quando a gente lembrava das coisas?</title><content type='html'>Em tempos de celebrar a década perdida, corremos o risco de perdemos mais 10 anos. Gente sem nem idade para ter vivido o passado agora embarca na onda saudosista. Boa música é a dos anos 80. Séries ok só as que passavam nas tardes de Sessão Aventura. Passatempo favorito é o de lembrar o que de tão bom o passado tinha que hoje não há mais.&lt;br /&gt;Enfim, é um saco. Depois de revivals menos ensurdecedores – a disco revalorizada pela house, o grunge ressuscitando o hard rock setentista e  mesmo os anos 80 bebendo na fonte jovemguardista ou naquelas cores berrantes do psicodelismo pré-hippie –, o monotematismo nos toma de assalto. Nem se fala de outro assunto. Testamos a BMX Pantera, então.&lt;br /&gt;Abro o guia da bolha e caço o que há de mais interessante para fazer hoje. O Rádio Táxi toca Eva e Um Amor de Verão num clube qualquer. A companhia é de Evandro Mesquita e Paulo Ricardo. O mercado de livros deságua lançamentos mapeando o passado recente. Um deles é do tipo “você lembra” das bobagens que costumávamos gostar porque éramos crianças ou, com mercado fechado e a democracia recém restabelecida, nem tínhamos chance de discordar. Outro tenta provar, por a mais b, que de perdida a década nada tinha. Mas ganhamos alguma coisa?&lt;br /&gt;No meio dessa década hoje pretensa e falsamente recuperada, a finada Bizz publicava um suplemento explicando que acreditávamos numa era que não era a nossa. A new wave, que incluía  bobagens que deram de celebrar, era uma invenção de TVs e cadernos culturais em época de falta de assunto. Como aqui, ela não existia em mais nenhuma parte.&lt;br /&gt;Calma aí, mas em outras épocas o passado era só referência, não? Alguém lembra de o Tremendão participando do Clip Clip? Ou de, de uma hora para outra, o Made In Brazil virar a referência da garotada?  &lt;br /&gt;A gente perdeu a infância e sabe mais do que sabíamos. Mas preferimos encobrir a vista e embaralhar lembranças com a peneirinha de embalar limão, daquelas que usávamos para acostumar o cabelo para trás. Pena que, nesse pacote, caibam os fios e os neurônios saudosistas. Em 20 anos, podemos amar o tempo em que a gente lembrava das coisas.              &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9508360-110329202895577911?l=supersubfaturado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://supersubfaturado.blogspot.com/feeds/110329202895577911/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9508360&amp;postID=110329202895577911&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/110329202895577911'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/110329202895577911'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supersubfaturado.blogspot.com/2004/12/lembra-de-quando-gente-lembrava-das.html' title='Lembra de quando a gente lembrava das coisas?'/><author><name>Marcos Sergio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/__6HwWTkOnao/R4nd_Q8XU5I/AAAAAAAAAAs/EBZIV6fpiAc/S220/DSC00947.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9508360.post-110245198697459753</id><published>2004-12-07T13:28:00.000-08:00</published><updated>2004-12-07T12:59:42.050-08:00</updated><title type='text'>Nem sub sem super</title><content type='html'>"In Utero" recebeu mais críticas negativas que positivas quando lançado, em outubro de 1993. Era o terceiro álbum do Nirvana, ignorando a coletânea lançada poucos meses antes. No ar estava a comparação com o anterior, "Nevermind", e a birra com a banda, então disposta a calar o sucesso conquistado no verão anterior. Bastaram sete meses para que as opiniões mudassem de lado – e o filho maldito virou testamento belo e insano com a morte do criador. Quer saber? Nem uma coisa nem outra: "In Utero" é um bom disco de rock, mais de Kurt que do resto da banda. Fala dele, as músicas compostas são sobre ele e assim fica difícil avaliá-lo com álbum de uma banda em ebulição. Não é uma obra-prima, tampouco um disco para ser metralhado e ignorado. Talvez para Kurt tivesse o status de negar mais de três vezes a demente exposição do trabalho anterior. Em resumo: para ele, não era nem sub nem superfaturado. Era só mais um.&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;O exemplo acima é típico de como a gente (pessoas normais e não-críticas de música ou arte) podemos às vezes cometer injustiças, sérias ou não. Isso vale para os discos que a gente compra, desmerecendo os alertas dos iluminados dos jornais. Eu quero saber o que é melhor para mim, ora. Então fica o registro: a gente aqui tem o poder de decidir. Este blog é um apelo para a própria opinião. Colaborações serão sempre aceitas (e negadas, também), e vale falar da banda que o crítico metralhou, do filme que foi destruído na resenha de sexta do jornal e da namorada que um dia você achou que era a mulher da sua vida e virou aquela megera em cinco dias.&lt;br /&gt;Vale tudo, mesmo. O critério é o de achar que algum dia alguém fez uma avaliação errada, e isso pode incluir você, sim. Espero colaborações.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9508360-110245198697459753?l=supersubfaturado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://supersubfaturado.blogspot.com/feeds/110245198697459753/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9508360&amp;postID=110245198697459753&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/110245198697459753'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/110245198697459753'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supersubfaturado.blogspot.com/2004/12/nem-sub-sem-super.html' title='Nem sub sem super'/><author><name>Marcos Sergio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/__6HwWTkOnao/R4nd_Q8XU5I/AAAAAAAAAAs/EBZIV6fpiAc/S220/DSC00947.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9508360.post-110245471686215513</id><published>2004-12-07T13:14:00.001-08:00</published><updated>2005-09-10T10:25:42.023-07:00</updated><title type='text'>Cara e queixo</title><content type='html'>Ela tinha cara e queixo de que um dia seria mais do que foi àquela noite. De uma forma ou de outra, roubou copos do rapaz ao lado para distribuí-lo com quem mais gostava – e, naquela noite, era eu esse cara. Nos dias seguintes, colou sua mão à minha enquanto caminhavamos pela praia, ela sem muita vontade de comer, eu sem muita vontade de estar em outro lugar. E assim os dias seguiram, e mais de uma vez fui bloqueado pela idéia de declarar que aquele era o dia que eu queria há tanto tempo, e que ela era a mulher que um dia eu vi marcado em um ou outro sonho.&lt;br /&gt;Vi o tempo passar e os anos evaporarem em casos mal-resolvidos – e ela estava em um deles. Na noite em que esbarrei no seu pé sem perceber que a ela pertencia, notei que ou o tempo havia passado rápido demais ou sido mais cruel que de costume. Diferenças bloquearam o amor e vi aquela tempestade transformar-se em um sopro. Não era dela a escolha feita há três anos, e eu estava novamente frustrado, à caça de mulheres que fossem mais do que aquilo.&lt;br /&gt;Nesse dia percebi que a minha opinião era uma arma. Ela poderia desmontar noites quentes de inverno com lembranças mal-construídas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9508360-110245471686215513?l=supersubfaturado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://supersubfaturado.blogspot.com/feeds/110245471686215513/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9508360&amp;postID=110245471686215513&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/110245471686215513'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9508360/posts/default/110245471686215513'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://supersubfaturado.blogspot.com/2004/12/cara-e-queixo_07.html' title='Cara e queixo'/><author><name>Marcos Sergio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://bp3.blogger.com/__6HwWTkOnao/R4nd_Q8XU5I/AAAAAAAAAAs/EBZIV6fpiAc/S220/DSC00947.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
